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Kassab quer reunião com Lula para garantir moderação do PSD nas eleições

Presidente do partido quer assegurar que o candidato do partido não fará ataques pessoais a Lula

Gilberto Kassab (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, pretende procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do cenário eleitoral de 2026 após a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à legenda. A iniciativa busca reduzir tensões no Palácio do Planalto e garantir que o partido adotará uma postura considerada moderada na próxima disputa presidencial. As informações são da CNN Brasil.

Segundo dirigentes do PSD, o objetivo do encontro é assegurar a Lula que o candidato escolhido pela sigla não fará ataques pessoais ao presidente durante a campanha. Apesar de Kassab já ter manifestado essa posição publicamente, integrantes do partido avaliam que o gesto precisa ser reafirmado diretamente ao chefe do Executivo.

A filiação de Caiado ao PSD provocou reações negativas dentro do governo. O receio no Planalto é de que a entrada do governador leve a legenda a adotar um discurso mais duro contra Lula, especialmente porque o partido comanda atualmente três ministérios. Além disso, dirigentes petistas demonstram preocupação com a posição que o eventual candidato do PSD poderá assumir sobre temas sensíveis, como a defesa da concessão de indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Caiado é conhecido por sua postura crítica em relação a Lula. Em entrevista à CNN, ao comentar sua filiação ao PSD, afirmou que seu objetivo é “tirar o PT do Palácio do Planalto”. A declaração ampliou a desconfiança de setores do governo sobre os rumos políticos do partido nas eleições de 2026.

Dentro do PSD, outros nomes são vistos como alternativas com perfil menos confrontacional. Os governadores Ratinho Jr., do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, são citados por dirigentes da legenda como políticos que mantêm críticas tanto a Lula quanto a Bolsonaro, mas com discurso considerado mais moderado.

A definição do candidato do PSD à Presidência da República está prevista para abril, sem a realização de prévias internas. Até lá, a direção do partido busca administrar as pressões internas e externas, ao mesmo tempo em que tenta preservar o espaço institucional que ocupa no governo federal.

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