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Laudo da Papudinha diz que Bolsonaro caminhou 5 km antes de passar mal e ser hospitalizado

Documento médico indica que ex-presidente estava lúcido e em bom estado de saúde na véspera da crise

O ex-presidente Jair Bolsonaro aparece na porta de casa durante sua prisão domiciliar, em Brasília-DF - 21 de novembro de 2025 (Foto: REUTERS/Mateus Bonomi)

247 - Um laudo elaborado pelos médicos responsáveis pelo atendimento de Jair Bolsonaro no complexo prisional conhecido como Papudinha indica que o ex-presidente apresentou quadro de saúde considerado bom no dia anterior à crise que resultou em sua internação hospitalar. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.

De acordo com o documento médico citado pela reportagem, Bolsonaro chegou a caminhar cerca de cinco quilômetros no dia 12 de março, poucas horas antes de apresentar os primeiros sinais de mal-estar. O registro clínico aponta que, naquele momento, ele estava “em bom estado de saúde, lúcido e orientado”.

Ainda segundo o relato médico registrado durante o plantão noturno, o ex-presidente apresentou posteriormente “um pouco de crise de soluço”. No entanto, conforme descrito no documento, ele optou por não tomar a medicação naquele momento. O relatório afirma que ele “Informou que ia tomar após o jogo”.

Horas depois, já na madrugada do dia seguinte, o quadro clínico se agravou. Segundo o laudo, os médicos do complexo prisional foram acionados por volta das 6h15 da manhã após Bolsonaro relatar calafrios. A equipe de saúde constatou febre e iniciou imediatamente os procedimentos de atendimento.

Diante da piora do estado clínico, foi decidido encaminhar o ex-presidente para atendimento hospitalar especializado. Ele foi transportado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao hospital Hospital DF Star.

Ao chegar à unidade de saúde, Bolsonaro apresentava sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios. De acordo com os médicos particulares responsáveis pelo acompanhamento do ex-presidente, exames indicaram que a saturação de oxigênio chegou a 80%, enquanto a pressão arterial foi registrada em 9 por 5.

Segundo um dos médicos que participam do atendimento, a rapidez no socorro foi determinante para estabilizar o quadro clínico.“Isso mostra que uma infecção estava se iniciando com critérios de gravidade. O fato de ter atendimento muito rápido fez toda a diferença”, afirmou o profissional.

Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, sob monitoramento constante da equipe médica. 

De acordo com o boletim mais recente divulgado pelos profissionais responsáveis, o ex-presidente segue sem previsão de alta e apresentou piora da função renal, o que exige acompanhamento clínico rigoroso.

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