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Lula articula ofensiva contra Trump para barrar novo tarifaço

Governo busca apoio do setor privado e diálogo com Donald Trump para evitar taxa de 25% prevista pelos Estados Unidos

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma ampla estratégia diplomática e empresarial para tentar impedir a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos. Segundo o jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil, o governo articula uma série de ações coordenadas pelo governo federal em parceria com representantes da iniciativa privada.

O objetivo do Palácio do Planalto é, ao menos, adiar a entrada em vigor da medida para abrir espaço a novas negociações com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A expectativa é que a nova taxação possa ser implementada até 15 de julho, atingindo setores importantes da economia brasileira, como máquinas, plásticos, calçados, madeira e pescados.

A primeira etapa da ofensiva deve ocorrer durante a próxima reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, prevista para este mês. De acordo com auxiliares do governo, Lula pretende fazer um pronunciamento direcionado a empresários e representantes dos trabalhadores, defendendo uma mobilização conjunta para influenciar empresários norte-americanos e evitar a adoção da nova tarifa.

A estratégia também prevê a atuação direta do presidente junto a empresários considerados aliados do governo. Lula estaria disposto a telefonar para lideranças empresariais com o objetivo de estimular contatos com representantes dos Estados Unidos e fortalecer a interlocução entre os setores produtivos dos dois países.

No campo diplomático, o ministro da Fazenda, Dário Durigan, avalia a possibilidade de viajar aos Estados Unidos para buscar uma reunião com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent. A iniciativa seguiria movimento semelhante ao realizado pelo ministro Fernando Haddad no ano passado, quando o governo brasileiro buscou ampliar o diálogo econômico com autoridades americanas.

Paralelamente, Lula pretende comunicar oficialmente ao governo dos Estados Unidos seu interesse em conversar diretamente por telefone com Donald Trump. A intenção é apresentar a posição brasileira sobre o tema, contestando os argumentos utilizados para justificar a proposta de tarifação e solicitando mais tempo para negociações.

Integrantes do governo também têm sugerido ao presidente a adoção de gestos políticos e comerciais em direção à China, principal rival econômica dos Estados Unidos. A avaliação é que o fortalecimento das relações comerciais entre Brasília e Pequim poderia aumentar a capacidade de pressão do Brasil e estimular Washington a retomar as negociações sobre as tarifas.

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