Lula chamou Ricardo Magro de “grande chefe do crime organizado” e pediu a prisão do empresário a Trump
O dono da Refit foi alvo de operação da Polícia Federal nesta sexta
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (15) já se referiu ao empresário Ricardo Magro como o “grande chefe do crime organizado” no Brasil e pediu a sua prisão ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Magro, que reside em Miami, foi um dos alvos de uma operação deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (15).
Sem citar diretamente o nome do empresário em alguns discursos recentes, Lula passou a relacioná-lo ao combate ao crime organizado no país, mencionando supostas irregularidades no setor de combustíveis e operações conduzidas pelas autoridades brasileiras.
Em uma declaração feita em dezembro, Lula relatou ter conversado com Donald Trump sobre cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado. Segundo o presidente brasileiro:
“Eu liguei para o Trump dizendo pra ele que se ele quiser enfrentar o crime organizado, nós estamos à disposição. E mandei para ele no mesmo dia a proposta do que nós queremos fazer. Disse para ele, inclusive, que um dos grandes chefes do crime organizado brasileiro, que é o maior devedor deste país, que é importador de combustível fóssil, mora em Miami. Então, se quiser ajudar, vamos ajudar prendendo logo esse aí”, disse.
Meses depois, em fevereiro, durante viagem oficial à Índia, Lula voltou a comentar o assunto ao citar uma operação realizada em setembro do ano passado, que resultou na interdição de atividades ligadas ao setor de combustíveis. Sem mencionar nominalmente Ricardo Magro ou a Refit, o presidente afirmou:
“Nós bloqueamos 250 milhões de litros de gasolina em cinco navios, entregamos para Petrobras. Essa pessoa mora em Miami, nós mandamos para o presidente Trump a fotografia da casa dele, o nome dele. E nós queremos essa pessoa no Brasil. É para combater o crime organizado? Então nos entregue os nossos bandidos”, afirmou
Na semana passada, após encontro com Trump, Lula voltou a mencionar o tema e afirmou ter solicitado ajuda das autoridades americanas para a prisão e deportação de brasileiros investigados por crimes e que vivem em Miami.
Ricardo Magro é empresário do ramo de combustíveis e controlador da Refit, companhia que já esteve no centro de investigações envolvendo supostas fraudes tributárias e irregularidades no mercado de combustíveis. A Polícia Federal realizou operações relacionadas ao setor nos últimos meses, incluindo medidas de bloqueio e fiscalização de cargas.



