"Mais um bolsonarista que amanhece com a PF na porta", diz Lindbergh sobre operação contra Castro
Ex-governador Cláudio Castro foi alvo de buscas da PF em investigação sobre supostas fraudes fiscais e esquema ligado ao setor de combustíveis
247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) comentou nesta sexta-feira (15) a operação da Polícia Federal que teve como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), investigado no âmbito do caso Refit, envolvendo suspeitas de fraudes fiscais e benefícios tributários concedidos ao setor de combustíveis. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a ação da PF atinge “mais um bolsonarista”.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência de Cláudio Castro, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. O empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit — antiga refinaria de Manguinhos — também foi alvo da operação.
Ao comentar o caso, Lindbergh Farias relacionou a investigação ao combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro no estado do Rio de Janeiro.
“Mais um Bolsonarista que amanhece com a PF na porta. Tamo falando de um esquema criminoso pesado de fraudes fiscais envolvendo combustíveis. Trata-se da infiltração de organizações criminosas como PCC no Estado. Mas nós estamos agindo contra o andar de cima do crime, estamos sufocando o crime, atuando contra a lavagem de dinheiro e fraudes. A PF não vai parar, doa a quem doer!”, escreveu o deputado.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e faz parte das investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo incentivos fiscais concedidos à Refit durante a gestão de Cláudio Castro no governo fluminense.
De acordo com as apurações, a antiga refinaria de Manguinhos teria recebido, em 2023, benefícios tributários para ampliar sua atuação no mercado de óleo diesel. Os investigadores apuram se houve favorecimento indevido à empresa em meio a um esquema de fraudes fiscais no setor de combustíveis.
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e determinou sete medidas de afastamento de funções públicas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. A investigação também resultou na inclusão de um dos investigados na lista de Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar suspeitos foragidos no exterior.
Além disso, o STF autorizou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros vinculados aos investigados e ordenou a suspensão das atividades econômicas das empresas envolvidas no esquema apurado.
A operação contou ainda com apoio técnico da Receita Federal e amplia a pressão sobre empresários e agentes políticos ligados ao setor de combustíveis no Rio de Janeiro. Cláudio Castro, que vinha articulando uma candidatura ao Senado nas eleições deste ano, passa a enfrentar novo desgaste político diante do avanço das investigações federais.
Atualmente, o governo do estado do Rio de Janeiro está sob comando interino do presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Ricardo Couto, em razão da vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador. O STF ainda deve concluir o julgamento que definirá se a escolha do próximo chefe do Executivo fluminense ocorrerá por eleição direta ou indireta.



