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Lula defende educação financeira nas escolas e alerta para consumo desenfreado

Presidente defendeu campanhas de conscientização sobre gastos, endividamento e compras por aplicativos

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Foto: SEAUD/PR)
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247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretende ampliar o debate sobre educação financeira nas escolas e defendeu campanhas de conscientização sobre consumo responsável. As declarações foram feitas em edição especial do programa Sem Censura, apresentado por Cissa Guimarães, nesta sexta-feira (22).

Durante a entrevista, Lula foi questionado sobre a possibilidade de reforçar a pauta da educação financeira entre estudantes. O presidente afirmou que considera importante orientar a população sobre gastos e endividamento. "Tudo que eu quero é que as pessoas aprendam a gastar", declarou.

Segundo Lula, a facilidade das compras digitais e dos pagamentos eletrônicos contribui para a perda de controle financeiro por parte dos consumidores. "Tem gente que está obcecada para comprar. É tudo por telefone, é muito fácil. A pessoa não vê mais dinheiro", afirmou.

O impacto do consumo digital

O presidente comparou os hábitos atuais de consumo com períodos anteriores, quando o pagamento em espécie exigia maior percepção do gasto. "Antigamente, você colocava a mão no bolso, tirava o dinheiro, você falava: 'ah, não vou gastar não'", disse.

Lula também mencionou o impacto das plataformas digitais e da publicidade direcionada sobre o comportamento dos consumidores. "E agora, com o Pix? E agora na internet, você está no celular vendo, você conversou com uma amiga sua sobre um produto, você vai receber 800 mensagens daquele produto", afirmou.

O presidente alertou ainda para o acúmulo de pequenas despesas no orçamento familiar. "Tudo por 30 reais, por 40, você acha que não vai ser nada, é só 50 reais. Mas de 50 em 50, a sua conta estoura", declarou.

Campanha pelo consumo consciente

Segundo Lula, o governo pode promover campanhas educativas voltadas ao consumo consciente e ao controle financeiro. “Se a gente puder fazer uma campanha oficial educando as pessoas... Ninguém quer que elas deixem de ter as coisas com que sonham. Mas nós vamos dizendo: façam tudo com muita responsabilidade”, afirmou.

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