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Lula: enchentes em MG são "resultado do descaso histórico que se tem com o povo pobre"

Presidente atribui tragédias no estado à omissão histórica e cobra responsabilidade de gestores

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: REUTERS/Aris Martinez)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (27) que as enchentes que atingem Minas Gerais são consequência de um “descaso histórico que se tem com o povo pobre desse país”. A declaração foi feita durante a cerimônia de encerramento da 6ª Conferência Nacional das Cidades, realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília.

Segundo informações do evento, que reuniu mais de 2.500 representantes do poder público, movimentos sociais, setor empresarial e especialistas após 13 anos de interrupção, Lula participou ao lado do ministro das Cidades, Jader Filho, e abordou investimentos do Novo PAC e políticas de habitação, urbanização e combate à violência contra a mulher.

Ao comentar os recursos destinados a Minas Gerais, o presidente questionou a execução de projetos no estado. “No PAC nós colocamos 3 bilhões e meio, só para o Estado de Minas Gerais. Então, que o governador tinha que fazer para que esse dinheiro fosse para Minas Gerais? Apresentar o projeto e a documentação para que as obras pudessem ser contratadas. Ele apresentou quantos projetos? Até agora, nenhum”, afirmou.

Lula anunciou que fará visitas às áreas atingidas pelas chuvas. “Amanhã eu vou fazer uma visita para as famílias das pessoas que foram vítimas da chuva”, disse. Ele também mencionou problemas em outras regiões, como Paraty, Angra dos Reis e cidades do interior paulista.

Para o presidente, as tragédias estão ligadas à ocupação irregular e à falta de planejamento urbano. “Isso é o resultado do descaso histórico que se tem com o povo pobre desse país”, declarou, ressaltando que gestores municipais conhecem áreas de risco sujeitas a deslizamentos e enchentes.

O chefe do Executivo defendeu os investimentos federais em urbanização, saneamento e contenção de encostas. “Nunca na história do Brasil um governo teve tanta preocupação em colocar dinheiro para cuidar de urbanização, para cuidar de saneamento básico, para cuidar de encosta”, afirmou.

Lula também relembrou o período pós-impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e citou a extinção de ministérios e políticas públicas. “Acabaram com o Ministério da Cultura, acabaram com o Ministério da Igualdade Racial, acabaram com o Ministério dos Direitos Humanos, acabaram com o Ministério da Cidade”, disse, ao alertar para o que classificou como retrocessos.

Em ano eleitoral, o presidente defendeu atenção na escolha de parlamentares. “Na hora de votar para deputado, na hora de votar para senador, é importante a gente saber em quem que a gente está votando”, declarou, ao mencionar a composição do Congresso Nacional e a baixa representação de trabalhadores.

O discurso também incluiu críticas à disseminação de desinformação. “Tem mais gente contando mentira do que a gente contando a verdade”, afirmou, ao alertar para o uso de inteligência artificial em campanhas. “É importante que a gente fique atento para a gente não acreditar em mentira.”

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