PT aposta em renovação geracional e nomes fortes para fortalecer base no Congresso em 2026
Partido aposta em nomes experientes e jovens lideranças para reforçar base aliada e consolidar governabilidade a partir de 2027
247 - O Partido dos Trabalhadores iniciou a construção de sua estratégia eleitoral para 2026 com foco na recomposição de forças no Congresso Nacional. A direção da legenda trabalha para ampliar sua representação na Câmara e no Senado, combinando renovação geracional com lideranças de trajetória consolidada, em um movimento voltado a fortalecer a base de apoio ao governo federal no próximo ciclo legislativo.
As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (26), em Brasília, e detalham articulações que envolvem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dirigentes do partido. No Paraná, o desenho político já começa a ganhar forma com o anúncio da pré-candidatura da deputada estadual Ana Júlia Ribeiro à Câmara dos Deputados, além da pré-candidatura da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, ao Senado.
A movimentação ocorre em meio à avaliação interna de que a correlação de forças no Congresso a partir de 2027 será determinante para a estabilidade política. Integrantes do governo consideram que reformas estruturantes, políticas sociais e projetos de desenvolvimento dependerão de uma base parlamentar sólida e articulada.
No caso paranaense, a estratégia busca unir experiência e renovação. Gleisi Hoffmann, ex-presidente nacional do PT e atual ministra, é tratada como peça-chave na disputa ao Senado, considerada estratégica para o equilíbrio institucional e para pautas que exigem maioria qualificada. Já Ana Júlia representa a aposta na ampliação da presença de jovens lideranças na Câmara.
A pré-candidatura da deputada estadual foi construída em diálogo direto com Lula, durante reunião no Palácio da Alvorada. Aos 24 anos, Ana Júlia é a parlamentar mais jovem da história da Assembleia Legislativa do Paraná. Ela ganhou projeção nacional ainda na adolescência, durante as ocupações secundaristas de 2016, e foi eleita em 2022 com 51.845 votos.
Com atuação voltada à defesa da educação pública, dos direitos das mulheres, da juventude e da saúde mental, a parlamentar é vista internamente como um nome com forte capacidade de mobilização, especialmente nas redes digitais e entre novos segmentos do eleitorado.
Ao anunciar sua pré-candidatura, Ana Júlia afirmou: “O Brasil vive um momento decisivo. É tempo de assumir responsabilidades históricas, fortalecer a democracia, garantir governabilidade e enfrentar qualquer ameaça de retrocesso.”
Dirigentes petistas avaliam que ampliar a presença de mulheres jovens na Câmara integra a narrativa eleitoral que o partido pretende construir para 2026. A leitura é de que a disputa ultrapassará a mera renovação de cadeiras e estará centrada em projetos nacionais em confronto.


