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Lula passa por radioterapia preventiva no couro cabeludo

Tratamento preventivo ocorre em Brasília e não interfere na rotina de trabalho do presidente

Lula passa por radioterapia preventiva no couro cabeludo (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira (25) um tratamento preventivo de radioterapia no couro cabeludo, após a retirada de um câncer de pele realizada no mês passado.

De acordo com a equipe médica, as sessões de radioterapia têm caráter preventivo e não provocam efeitos colaterais, permitindo que Lula mantenha normalmente sua agenda de trabalho e a rotina diária durante o tratamento. O presidente ainda deverá comparecer regularmente ao hospital para concluir as 14 sessões restantes previstas pelos médicos.

A cirurgia para retirada da lesão ocorreu em 24 de abril, em São Paulo. Desde então, Lula vem realizando procedimentos complementares para evitar o retorno do quadro ou uma possível evolução da doença. Os médicos responsáveis pelo acompanhamento já haviam informado anteriormente que a lesão era localizada e não apresentava disseminação para outras partes do corpo.

Diferentemente do procedimento realizado em abril, desta vez não houve necessidade de nova biópsia. Na ocasião da retirada da lesão, o material analisado indicou que o tumor era benigno.

A dermatologista Cristina Abdala, responsável pelo procedimento realizado em abril, explicou que o diagnóstico era de carcinoma basocelular, considerado o tipo mais comum de câncer de pele associado à exposição crônica ao sol.

“É uma lesão localizada, não espalha para nenhum lugar. O máximo que pode acontecer é ficarem aparecendo pequenas feridas. Ele já estava acompanhando há algum tempo. Resolveu tirar. Isso não implica mau prognóstico. É acompanhamento”, afirmou a médica na época.

O cardiologista Roberto Kalil Filho também comentou o caso após a cirurgia e destacou a importância da remoção da lesão.

“Quando cresce, a gente precisa retirar, porque senão continua crescendo, não cicatriza, sangra. É uma lesão localizada e a conduta é a remoção”, declarou.

Em fevereiro deste ano, Lula já havia passado por um procedimento dermatológico simples para tratar uma queratose, também chamada de ceratose. O tratamento consistiu em uma cauterização realizada em uma clínica em São Paulo e durou pouco mais de um minuto.

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