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Lula pavimentou diálogo entre TCU e Banco Central no caso Master

Intervenção do presidente ajudou a reduzir tensões e abriu caminho para uma condução mais dialogada do processo

Brasília (DF) - 10/12/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - A reunião marcada para a tarde desta segunda-feira (12) entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, é vista por integrantes da Corte como o início de uma nova etapa no tratamento do chamado caso Master. A expectativa é de que o encontro simbolize uma inflexão no clima de confronto que vinha marcando o debate e inaugure uma abordagem mais negociada na análise do processo. As informações são da CNN Brasil.

A mudança de postura só foi possível após a entrada direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no episódio. Segundo relatos feitos sob reserva, Lula manifestou preocupação com os desdobramentos do caso e com eventuais reflexos no mercado financeiro, além de destacar a necessidade de uma defesa pública e transparente da atuação do Banco Central.

Nos bastidores, os sinais emitidos pelo Palácio do Planalto chegaram rapidamente à cúpula do TCU. Ministros da Corte descrevem o movimento como um “enquadro” direcionado a Vital do Rêgo, que teria resultado em uma alteração significativa na forma como a crise vinha sendo conduzida internamente. A avaliação é de que o diálogo direto entre os presidentes das duas instituições tende a estancar o embate que se formou entre o relator do caso, Jhonatan de Jesus, e o Banco Central.

Além da intervenção de Lula, a mudança de clima no tribunal também reflete pressões internas. Integrantes do TCU passaram a criticar de maneira mais contundente a atuação do relator, bem como o aval inicial dado pelo próprio presidente da Corte à proposta de realizar uma inspeção no processo de liquidação do Master conduzido pelo Banco Central.

De acordo com esses ministros, havia uma crescente preocupação com os impactos institucionais do confronto, especialmente sobre a credibilidade do TCU. O receio era de que a escalada do conflito comprometesse a capacidade do tribunal de atuar com autoridade em outros processos de grande repercussão nacional, exigindo uma correção de rota para preservar o papel da Corte no sistema de controle externo.

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