Lula será acompanhado por cinco ministros e diretor da PF em viagem aos EUA
Agenda será voltada a comércio, segurança, PIX e temas diplomáticos
247 - A comitiva de Lula aos EUA terá cinco ministros, o diretor-geral da Polícia Federal e integrantes das áreas econômica e diplomática em uma agenda com Donald Trump voltada a comércio, segurança, PIX e temas diplomáticos, informa o G1. A viagem a Washington ocorre em um momento considerado sensível nas relações internacionais e é tratada pelo governo brasileiro como uma tentativa de retomar canais de diálogo direto com os Estados Unidos.
O grupo que acompanhará Lula foi definido com foco em temas estratégicos da relação bilateral. Entre os integrantes da comitiva estão Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores; Dario Durigan, do Ministério da Fazenda; Márcio Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia; Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública; e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.
A composição da delegação reflete a amplitude da pauta prevista para as conversas em Washington. O encontro deve abordar assuntos econômicos, diplomáticos e de segurança, incluindo comércio, terras raras, combate ao crime organizado, conflitos internacionais, a investigação norte-americana sobre o PIX e o cenário eleitoral brasileiro.
Além dos ministros e do diretor da PF, também participam da viagem representantes da equipe econômica, integrantes da diplomacia brasileira e auxiliares diretos do Palácio do Planalto. Esses nomes devem atuar no suporte técnico às reuniões e acompanhar as discussões conduzidas pelo presidente.
A reunião entre Lula e o presidente Donald Trump não terá status de visita de Estado. O encontro foi classificado como uma reunião de trabalho, formato que indica uma agenda mais objetiva e concentrada em temas específicos da relação entre Brasil e Estados Unidos.
A viagem vinha sendo articulada desde março, mas foi adiada em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e ao envolvimento dos Estados Unidos no conflito. O adiamento ocorreu em um cenário de maior tensão internacional, o que ampliou a sensibilidade diplomática em torno do encontro.
Este será o terceiro contato pessoal entre Lula e Trump desde que o presidente brasileiro assumiu o mandato. Os dois já haviam se encontrado em 2025, na Malásia, durante uma Cúpula da ASEAN, e também durante a Assembleia Geral da ONU, realizada anualmente em Nova York, nos Estados Unidos.


