Moraes estabelece prazo de 48 horas para RJ indicar presídios que possam receber Domingos Brazão
Defesa do condenado pelo assassinato de Marielle Franco pediu saída de penitenciária federal em Rondônia
247 - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (9) que a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro informe, em até 48 horas, a existência de vagas em presídios estaduais para uma possível transferência de Domingos Brazão. Ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Brazão foi condenado a 76 anos e três meses de prisão por ordenar o assassinato da vereadora Marielle Franco. As informações são da CNN Brasil.
Brazão está detido desde março de 2024 na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, onde foi colocado após a prisão preventiva. A defesa solicitou ao ministro a transferência do condenado para um presídio comum. Os advogados argumentaram que, com o encerramento do processo judicial, não haveria mais riscos para o andamento das investigações.
Sistema penitenciário federal e condenação
As penitenciárias federais são unidades de segurança máxima destinadas a presos considerados de maior periculosidade. Nessas unidades ficam custodiados, por exemplo, chefes de facções criminosas, integrantes de organizações violentas e delatores sob ameaça. Segundo as investigações, Brazão foi incluído nesse sistema em razão de sua ligação com milícias no Rio de Janeiro e de sua rede de contatos no estado, apontadas como fatores que permitiram tentativas de interferência nas apurações do caso Marielle.
Com a conclusão do processo e a condenação definida, a eventual transferência para uma unidade estadual no Rio de Janeiro dependerá da existência de vagas e de decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Domingos Brazão foi condenado por ordenar o assassinato de Marielle Franco em razão de interesses econômicos relacionados à regularização fundiária em áreas do Rio de Janeiro controladas por milícias. O irmão dele, Chiquinho Brazão, que era vereador da capital fluminense à época do crime, também participou da decisão de executar a parlamentar. No STF, os dois irmãos foram condenados pelos crimes de duplo homicídio, tentativa de homicídio e organização criminosa armada.


