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"Muito dinheiro na mão de poucos significa miséria", diz Lula

Presidente defendeu distribuição de renda e afirmou que economia cresce com consumo popular

Presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (22) que a concentração de renda nas mãos de poucos amplia problemas sociais como fome, desemprego e miséria. Durante participação na edição especial do programa Sem Censura, da TV Brasil, apresentado por Cissa Guimarães, o mandatário defendeu a distribuição de renda como mecanismo para impulsionar o consumo e fortalecer a economia.

Ao responder a uma pergunta sobre a percepção da população sobre a economia brasileira, Lula afirmou que o país voltou a registrar crescimento mais elevado após sua volta ao Palácio do Planalto desde seu último mandato, finalizado em 2010. "O Brasil só voltou a crescer acima de 3% quando eu voltei para a presidência. É fato", declarou.

Concentração de renda e desigualdade

Durante a entrevista, Lula afirmou que sua visão sobre economia está baseada na circulação de renda entre a população de menor poder aquisitivo. Segundo ele, a concentração de riqueza reduz a atividade econômica e aprofunda desigualdades sociais. "É o seguinte: muito dinheiro na mão de poucos significa miséria. E pouco dinheiro na mão de muitos significa distribuição de renda", afirmou.

O presidente também disse que a economia se fortalece quando mais pessoas têm acesso ao consumo. Para ilustrar o argumento, comparou a concentração de uma grande quantia em uma única pessoa com a distribuição do mesmo valor entre milhares de cidadãos. "Quando eu dou um milhão pra vocês, você vai pro banco depositar numa conta bancária", disse.

O efeito do consumo popular

Na sequência, Lula explicou que o efeito econômico é diferente quando o dinheiro circula entre várias pessoas. "Mas eu pego esse um milhão e divido pra mil pessoas, dou mil pra cada um, cada um vai comprar um pão, vai comprar um chinelo", afirmou.

Segundo o presidente, a distribuição de renda estimula diferentes setores da economia e amplia a atividade comercial. "O dinheiro vai circular. O bar vai vender, a padaria vai vender, a loja vai vender, a cabeleireira vai ganhar mais", declarou.

Ao concluir a resposta, o presidente voltou a associar a concentração de riqueza ao agravamento de problemas sociais. "Muito dinheiro na mão de pouco significa miséria, prostituição, fome, desemprego", afirmou.

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