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“Não adianta tentar mudar o foco: a verdade sobre o Banco Master vai aparecer”, diz Lindbergh Farias

Em postagem nas redes sociais, líder do PT na Câmara aponta vínculos políticos, investigações federais e derrota da pauta da anistia

Lindbergh Farias (Foto: ViniLoures/Câmara)

247 - O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, afirmou que a tentativa de aliados do bolsonarismo de mudar o foco das investigações envolvendo o Banco Master fracassou e permanece restrita a uma bolha política sem alcance social. A declaração foi feita em postagem nas redes sociais, na qual o parlamentar analisou as conexões políticas do caso e o avanço das apurações conduzidas por órgãos federais.

Na avaliação de Lindbergh, a movimentação do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) teve como objetivo central “mudar o foco da pauta do Banco Master”, mas não surtiu efeito. “Não conseguiram. Essa caminhada deles está presa à bolha deles, não furou a bolha da bolha deles”, escreveu o deputado.

Lindbergh destacou ainda a proximidade entre Nikolas e a família Vorcaro, ligada ao Banco Master. “O Nikolas tinha uma proximidade muito grande com o Vorcaro, com a família Vorcaro. Tanto é que ele está no celular do Vorcaro”, afirmou na publicação. O parlamentar também citou vínculos políticos e religiosos, mencionando a Igreja da Lagoinha, o pastor Valadão e Fabiano Zettel, apontado como “o maior doador individual da campanha de Bolsonaro e da campanha do Tarcísio”.

Segundo o líder do PT, as investigações não devem se restringir a um único nome. “A gente vai ver os diálogos do Vorcaro com o Nikolas, mas mais do que isso, vai pegar muita gente”, escreveu. Como exemplo, Lindbergh citou o caso do Rio de Janeiro, onde o fundo de previdência estadual adquiriu cerca de R$ 970 milhões em títulos considerados problemáticos do Banco Master. “Não tinha nem Fundo Garantidor”, destacou, acrescentando que a responsabilidade não poderia ser atribuída apenas a técnicos do Rio Previdência. “Não foi o governador? Vai aparecer o nome de todo mundo”, indagou.

Lindbergh atribuiu ao governo do presidente Lula a decisão de aprofundar investigações sobre setores do chamado “andar de cima do crime organizado”. “Foi uma decisão do governo da presidente Lula investigar o andar de cima do crime organizado, porque isso não acontecia”, afirmou. Ele citou a atuação da Polícia Federal, da Receita Federal e operações como a Carbono Oculto, que, segundo ele, atingiu “o braço do PCC com o mercado financeiro”. Também mencionou a refinaria de Manguinhos e o Banco Master, ressaltando a ação do Banco Central e da Polícia Federal.

O deputado avaliou que a estratégia de desviar o debate não terá sucesso. “Não adianta, Nikolas, você não vai conseguir mudar o foco disso. A verdade vai aparecer e vocês vão ser desmoralizados”, escreveu.

Ele afirmou que a oposição não apresenta um projeto para o país. “Eles não têm projeto de país. Eles não conseguem falar da vida do povo”, disse, contrapondo com medidas do governo Lula, como a anunciada isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que deve começar a impactar os salários já na primeira semana de fevereiro.

A postagem também criticou a defesa de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Lindbergh, essa pauta já estaria derrotada na sociedade. “Nós temos mais de 60% da opinião pública contra essa anistia para Bolsonaro. Essa pauta, eles já estão derrotados”, afirmou.

“Esse pré-carnaval vai ser o pré-carnaval sem anistia, pelo veto da dosimetria e contra a escala seis por um”, afirmou. “2026 é o tetra do Lula”, compeltou.

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