"Não tem como segurar o fim da 6x1", diz líder do PT na Câmara
o líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), defende uma mudança no tom do discurso político
247 - A bancada do PT na Câmara dos Deputados intensificou a defesa do fim da escala 6x1 e aposta na mobilização social para impulsionar a proposta no Congresso Nacional. A estratégia ganhou força neste 1º de maio, Dia do Trabalhador, em meio a um cenário de pressão política após reveses recentes enfrentados pelo governo.
Mudança de estratégia política
Diante desse contexto, o líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), defende uma mudança no tom do discurso político para ampliar o engajamento popular. A proposta inclui reforçar a narrativa de enfrentamento ao Legislativo, com o objetivo de pressionar pela votação da redução da jornada de trabalho.
Em entrevista à CNN, o parlamentar afirmou que a mobilização pública pode ser decisiva para destravar o tema no Senado. Segundo ele, “Alcolumbre não tem como segurar. Pela opinião pública. Inclusive, na conversa que nós tivemos com o Hugo, ele comentou que já está dialogando com Davi Alcolumbre para que, antes do recesso do Senado, ele entregue a votação no Senado da redução da jornada”.
Pressão sobre o Senado
A avaliação de Uczai é de que a estratégia pode exercer influência semelhante à utilizada anteriormente contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sendo agora direcionada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O líder petista também avalia que recentes movimentos do Senado, como a rejeição de Jorge Messias, teriam sido utilizados como sinalização política a integrantes do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, há um alinhamento crescente de Alcolumbre com setores da oposição, de olho na composição futura da Casa.
Contexto político
A discussão sobre o fim da escala 6x1 ocorre em meio a um ambiente de tensão entre Executivo e Legislativo. O tema passou a ser utilizado pelo PT como eixo central de mobilização política, especialmente em datas simbólicas como o Dia do Trabalhador.
Além disso, o parlamentar também comentou a ausência do presidente Lula nos atos de 1º de maio pelo segundo ano consecutivo, dentro de um cenário mais amplo de reorganização política do governo após derrotas no Congresso.A proposta de redução da jornada de trabalho segue em debate e deve continuar no centro das articulações políticas nas próximas semanas.


