“Não vamos permitir interferência” diz Wellington Dias sobre Trump
Ministro afirma que país não aceitará influência nas eleições e cobra respeito à soberania brasileira
247 - O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou que o Brasil não aceitará qualquer tipo de interferência externa no processo eleitoral, em meio ao aumento do tom do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao governo dos Estados Unidos. A declaração ocorre em um contexto de tensões políticas e críticas direcionadas a figuras da oposição brasileira.
Em entrevista à coluna da jornalista Milena Teixeira, do Metropoles, Dias reforçou a posição do governo brasileiro e criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como pré-candidato à Presidência da República. Segundo o ministro, há uma postura inadequada de alinhamento com interesses estrangeiros.
“Não vamos permitir interferência de quem quer que seja. Lembro do período do ‘tarifaço’, quando havia muita gente se ajoelhando. O Brasil não. O presidente Lula, de cabeça erguida, enfrentou a situação e defendeu o interesse maior do povo brasileiro. Enquanto isso, havia quem, agora, como Flávio Bolsonaro, estivesse enrolado na bandeira americana”, declarou.
O ministro também enfatizou a necessidade de respeito à soberania nacional, mencionando diretamente o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “É preciso respeito à democracia e à soberania, seja com o presidente Donald Trump ou com qualquer outro líder. Trump cuida dos Estados Unidos; do Brasil, cuidamos nós”, completou.
As declarações de Wellington Dias acompanham falas recentes de Lula, que ironizou comentários de Trump sobre a possibilidade de receber o Prêmio Nobel da Paz. Durante agenda em Portugal, o presidente brasileiro criticou a persistência de conflitos internacionais e questionou a eficácia das instituições globais na mediação dessas crises.
“Não é possível que você não tenha nenhuma instituição capaz de contemporizar, harmonizar e acabar com as quantidades de guerras que nós temos no mundo hoje”, afirmou Lula. Em tom irônico, acrescentou: “Então, é importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz tranquilamente”.

