Nova Carteira de Identidade Nacional já foi emitida por mais de 55 milhões de brasileiros
Com CPF como número único, documento registra mais de 1,1 milhão de emissões mensais no país
247 - Mais de 55,8 milhões de brasileiros já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), de acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) consolidados até quinta-feira (12). A CIN utiliza o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como número único de identificação, substituindo gradualmente o antigo Registro Geral (RG).
O documento está disponível em todos os estados brasileiros e reúne mecanismos de segurança que buscam ampliar a confiabilidade dos registros públicos e facilitar o acesso a serviços presenciais e digitais. A primeira via é gratuita e tem validade em todo o território nacional. Para solicitar a emissão, o cidadão deve apresentar a certidão de nascimento ou de casamento.
Atualmente, a média de emissões é de 39,6 mil documentos por dia e de 1,13 milhão por mês. Somente nos primeiros dias de junho de 2026, foram emitidas 782,6 mil novas carteiras.
Recursos de segurança e biometria
Entre as novidades da CIN está a presença de um QR Code, que permite verificar a autenticidade do documento por meio do aplicativo de leitura da carteira, disponibilizado gratuitamente nas lojas de aplicativos. A nova identidade também está integrada aos sistemas biométricos de identificação, medida que busca ampliar a segurança dos cidadãos e dos serviços públicos.
Outro objetivo da mudança é eliminar a possibilidade de uma mesma pessoa possuir diferentes números de identidade em unidades federativas distintas, reduzindo duplicidades nos cadastros oficiais.
Validade varia conforme a idade
O prazo de validade da Carteira de Identidade Nacional depende da faixa etária do titular. Para crianças com até 12 anos incompletos, a validade é de cinco anos. Entre 12 e 60 anos incompletos, o documento vale por dez anos. Já para pessoas com mais de 60 anos, a validade é indeterminada.
A CIN também segue padrões internacionais de identificação e conta com uma zona de leitura mecânica semelhante à utilizada em passaportes. O recurso permite o uso do documento em viagens para países que possuem acordos com o Brasil, incluindo integrantes do Mercosul. A carteira, porém, não substitui o passaporte para outros destinos internacionais.
Integração ao GOV.BR
Além da identificação civil, a nova carteira está integrada à plataforma GOV.BR e permite a obtenção da conta Ouro, nível máximo de segurança oferecido pelo portal de serviços digitais do governo.
O documento também pode ser utilizado para recuperar o acesso à conta GOV.BR em situações como perda ou troca de celular. Para isso, é necessário manter o aplicativo atualizado, realizar o reconhecimento facial e fazer a leitura do QR Code presente na carteira física. Após a validação da identidade, um código de confirmação é enviado por e-mail ou SMS para concluir o processo.
Versão digital e benefícios sociais
A Carteira de Identidade Nacional também possui versão digital disponível no aplicativo GOV.BR. Depois de receber o documento físico, o cidadão pode baixar a versão eletrônica para utilização em diferentes situações que exijam identificação.
O formato digital permite ainda a inclusão de outros documentos e registros, como Título de Eleitor, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), identidade funcional, certificado militar, PIS/PASEP, NIS e NIT, desde que sejam apresentados durante o processo de solicitação.
Segundo o Governo Federal, a CIN integra a Infraestrutura Pública Digital de Identificação Civil e deverá contribuir para o aprimoramento dos cadastros dos programas sociais e das bases de dados da administração pública.
Em abril deste ano, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) definiu um novo cronograma para adoção da carteira na concessão e renovação de benefícios sociais. Para cidadãos sem cadastro biométrico, a exigência passará a valer a partir de janeiro de 2027. Já para aqueles que possuem biometria registrada na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte, a obrigatoriedade entrará em vigor em janeiro de 2028.



