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Organizações lançam manifesto por CPMI do tráfico de armas no Brasil e reúnem mais de 100 assinaturas

Documento defende uma apuração aprofundada sobre o crime organizado e a violência armada no país

Apreensão de armas de fogo (Foto: Divulgação/PRF)

247 - Organizações da sociedade civil lançam nesta quinta-feira (23) um manifesto em defesa da criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o tráfico de armas e munições no Brasil. O documento reúne mais de 100 assinaturas e aponta a ausência de um diagnóstico nacional atualizado sobre as rotas e mecanismos que abastecem o mercado ilegal de armamentos no país. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

O texto também defende uma apuração aprofundada sobre o fortalecimento do crime organizado e da violência armada. Segundo o manifesto, o aumento da circulação ilegal de armas e munições ampliou a capacidade de organizações criminosas de controlar territórios e contribuiu para o agravamento da violência letal, atingindo policiais e populações vulnerabilizadas. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública citados no documento indicam que 107.653 armas foram apreendidas em 2025, o maior número dos últimos quatro anos.

Entre os signatários estão instituições como o Instituto Sou da Paz, o Instituto Fogo Cruzado e o Instituto Vladimir Herzog, além de nomes do debate público sobre segurança, como o antropólogo Luiz Eduardo Soares, o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Luiz Sarrubbo, o professor da USP Conrado Hübner Mendes e os jornalistas Bruno Paes Manso, Cecília Olliveira e Isabel Figueiredo.

O manifesto também conta com apoio de entidades como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a Associação Fiquem Sabendo, a Fundação Tide Setúbal, a Uneafro, o Viva Rio, o Movimento Negro Evangélico do Brasil, a Transparência Internacional Brasil, o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESEC), o Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (GAJOP), a Rede Justiça Criminal, entre outras organizações.

O texto também destaca a necessidade de investigação de novas dinâmicas associadas ao tráfico de armamentos, como armas montadas com peças traficadas, produção caseira por impressoras 3D e recarga clandestina de munições.

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