‘Os criminosos devem sofrer o rigor da Justiça e o peso da História’, afirma Alckmin no 8 de janeiro
Vice-presidente cumprimenta Lula: “sua liderança salvou a democracia no Brasil”
247 - O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quinta-feira (8) que os responsáveis pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 devem ser responsabilizados de forma exemplar pelo Estado brasileiro. A declaração foi feita durante cerimônia no Palácio do Planalto que marcou os três anos da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, episódio que colocou à prova a solidez das instituições democráticas do país.
Durante o evento, Alckmin destacou o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na defesa da ordem democrática e afirmou que a reação institucional ao ataque golpista demonstrou a força da democracia brasileira. O discurso do vice-presidente foi proferido em solenidade oficial realizada no Palácio do Planalto, em alusão ao terceiro aniversário dos atos de 8 de janeiro de 2023.
Logo no início de sua fala, Alckmin dirigiu-se diretamente a Lula e atribuiu ao presidente um papel decisivo na preservação do regime democrático. “Três anos se passaram do triste dia de 8 de janeiro de 2023. E quero dizer, presidente Lula, que foi sua liderança que salvou a democracia no Brasil. Se perdendo as eleições tentaram um golpe, imagine o que não teriam feito se tivessem vencido”, afirmou.
O vice-presidente recorreu a referências históricas para sublinhar a centralidade da democracia como valor fundamental da vida pública. Ao citar o ex-governador Mário Covas, lembrou que divergências ideológicas não são o principal divisor na política. “Os homens e as mulheres públicas podem ser um pouco mais à direita, à esquerda, altos, mais baixos, um pouco mais fortes, mais fracos; o que os diferencia é quem tem apreço pela democracia e quem não tem”, disse.
Alckmin também evocou o jurista Sobral Pinto para reforçar a rejeição a regimes autoritários. “A ditadura é a apoteose da violência, a consagração do crime, a negação direito. Ela merece combate implacável”, afirmou, ao destacar o simbolismo da cerimônia realizada três anos após os ataques às instituições.
Segundo o vice-presidente, a resposta conjunta dos Poderes da República foi determinante para conter a tentativa de ruptura institucional. “Este dia mostra a pujância das instituições brasileiras. Os Três Poderes reagiram de maneira uníssona no 8 de janeiro. O Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Boas insitituições fazem a diferença. As pessoas passam, as instituições ficam”, declarou, ao defender o fortalecimento permanente das estruturas democráticas.
No discurso, Alckmin relacionou democracia e desenvolvimento econômico, afirmando que a estabilidade institucional cria condições para o crescimento do país. “A democracia traz desenvolvimento. O Brasil vive hoje o momento de mais baixa inflação e, ao mesmo tempo, de maior crescimento da renda da população. A democracia traz estabilidade, segurança jurídica, atrai investimento”, afirmou. Ele acrescentou que é nesse ambiente que a sociedade se organiza, é ouvida e avança na construção da justiça social.
Ao voltar a elogiar a atuação internacional do governo, o vice-presidente disse que o Brasil retomou protagonismo global. “E o presidente Lula, com sua liderança, tem feito do nosso país uma voz ouvida no mundo, de cabeça erguida. O Brasil não quer hegemonia, mas quer uma rede de países livres, que tenha, prosperidade compartilhada. Sem soberania, democracia é simulacro”, afirmou.
Na parte final do pronunciamento, Alckmin reforçou a necessidade de responsabilização dos envolvidos nos atos golpistas. “Quero cumprimentá-lo, presidente, pela postura firme frente as questões da tentativa de golpe no país. Justiça não se divide, não se fraciona. Aqueles que cometeram crime devem sofrer o rigor da Justiça e o peso da história”, declarou.
Encerrando sua fala, o vice-presidente saudou todos os que atuaram na defesa do regime democrático e expressou confiança no futuro do país. Segundo ele, o Brasil seguirá avançando “sob o manto do poder do povo, da liberdade e a égide da lei”, reafirmando o compromisso das instituições com a democracia e o Estado de Direito.



