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Otoni de Paula afirma que rejeição de Messias revela união entre Centrão e bolsonarismo

Em vídeo nas redes sociais, o parlamentar disse que o Centrão “escolheu o lado para as eleições. O candidato é Flávio Bolsonaro”

Otoni de Paula e Jorge Messias (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados | José Cruz/Agência Brasil)

247 - O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) comentou, em vídeo publicado nas redes sociais na quinta-feira (30), a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado Federal. “Se você é daqueles que está comemorando a derrota de Jorge Messias como se fosse a derrota de Lula, você não entende nada do jogo pesado da política de Brasília”, afirmou o parlamentar.

Ao longo do vídeo, Otoni relacionou a votação no Senado a uniões recorrentes entre diferentes grupos políticos no Congresso. “O Centrão se uniu ao bolsonarismo. É, e olha que essa união não foi a primeira vez. Para aprovar os jogos de azar, cassinos e bets, o Centrão se uniu ao bolsonarismo. Para aprovar o orçamento secreto, o Centrão também se utilizou do bolsonarismo. E para aprovar a PEC da blindagem, lá estava o Centrão e o bolsonarismo novamente unidos”, disse o deputado.

Em seguida, ao comentar especificamente o resultado da rejeição de Jorge Messias, ele afirmou que o episódio reflete interesses políticos convergentes entre esses grupos. “Ontem, novamente, os interesses do Centrão e do bolsonarismo se encontraram. O bolsonarismo, que precisava impor uma derrota histórica a Lula, e o Centrão, que precisava dar uma resposta ao governo por estarem insatisfeitos com o avanço da Polícia Federal em seus esquemas nada republicanos”, declarou.

Na sequência, Otoni associou o movimento político a uma possível reorganização de forças para o próximo ciclo eleitoral. “Alcolumbre já prometeu ao Flávio Bolsonaro que quem indicará o próximo ministro para a Suprema Corte será o candidato que vencer as próximas eleições”, afirmou.

Ao encerrar sua análise, Otoni voltou a criticar o papel do Centrão no cenário político nacional. “É, minha gente, o Centrão, aquilo que há de mais terrível, pragmático e podre na política brasileira, descartou de vez Lula, para a alegria de muitos, e escolheu o lado para as eleições. O candidato é Flávio Bolsonaro”, concluiu.

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