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Paulo Pimenta ironiza 22 votos contrários à PEC do fim da escala 6x1: “Mais uma vez contra os trabalhadores”

Líder do governo Lula associa número de parlamentares contrários ao projeto ao símbolo eleitoral de Jair Bolsonaro

Paulo Pimenta e Lula (Foto: Ricardo Stuckert)
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247 – O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo do presidente Lula na Câmara dos Deputados, ironizou os 22 votos contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e a redução gradual da jornada de trabalho no Brasil. A declaração foi dada durante a votação em primeiro turno da matéria no plenário da Câmara, nesta quarta-feira (27). As informações foram publicadas originalmente pelo Metrópoles.

Ao comentar o resultado da votação, Pimenta associou o número de votos contrários ao número eleitoral utilizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados políticos. Em discurso no plenário, o parlamentar afirmou que os deputados que votaram contra a proposta se posicionaram “contra a classe trabalhadora”.

“Presidente [Hugo Motta], 472 votos favoráveis e 22 contrários. Vinte e dois, senhor presidente. O número daqueles que, mais uma vez, votaram contra a classe trabalhadora. Vinte e dois: o número que expressa esse sentimento contra o povo brasileiro. A vitória da classe trabalhadora e o 22 derrotado mais uma vez no plenário desta Casa”, declarou Paulo Pimenta.

A PEC do fim da escala 6x1 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos. No primeiro turno, o texto recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. Já na segunda votação, a proposta foi aprovada por 461 votos a 19.

O texto estabelece mudanças graduais na jornada semanal de trabalho no país. Atualmente, a Constituição permite carga horária de até 44 horas semanais. Pela proposta aprovada na Câmara, o limite passará para 42 horas semanais após 60 dias da promulgação da emenda constitucional.

Além disso, o projeto determina que, em até 14 meses, a jornada máxima seja reduzida para 40 horas semanais. A PEC também institui oficialmente o modelo de cinco dias de trabalho por semana, garantindo dois dias de descanso aos trabalhadores.

A proposta agora seguirá para análise do Senado Federal, onde precisará passar por nova tramitação antes de ser promulgada.

Deputados que votaram contra a PEC

Os parlamentares que votaram contra a proposta no primeiro turno foram:

  •  Adriana Ventura (Novo-SP) 
  •  Bibo Nunes (PL-RS) 
  •  Carlos Chiodini (MDB-SC) 
  •  Caroline de Toni (PL-SC) 
  •  Daniel Freitas (PL-SC) 
  •  Daniela Reinehr (PL-SC) 
  •  Fabio Schiochet (União Brasil-SC) 
  •  Fausto Pinato (União Brasil-SP) 
  •  Gilson Marques (Novo-SC) 
  •  Julia Zanatta (PL-SC) 
  •  Kim Kataguiri (Missão-SP) 
  •  Lucas Redecker (PSD-RS) 
  •  Marcel van Hattem (Novo-RS) 
  •  Mauricio Marcon (PL-RS) 
  •  Nicoletti (PL-RR) 
  •  Paulo Marinho Jr. (PL-MA) 
  •  Pezenti (MDB-SC) 
  •  Ricardo Guidi (PL-SC) 
  •  Ricardo Salles (Novo-SP) 
  •  Rosangela Moro (PL-SP) 
  •  Sérgio Turra (PP-RS) 
  •  Zé Trovão (PL-SC) 

A aprovação da PEC foi comemorada por parlamentares da base governista e por setores ligados ao movimento sindical, que defendem a redução da jornada como medida para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliar o tempo de descanso e estimular a geração de empregos.

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