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Petrobras deve concluir estudo na Margem Equatorial nas próximas semanas, diz presidente do Ibama

Pesquisa na Margem Equatorial avalia presença, qualidade e volume de petróleo em área no Amapá, segundo Rodrigo Agostinho

Rodrigo Agostinho (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

247 - A Petrobras deve concluir nas próximas semanas o estudo de viabilidade de petróleo na Margem Equatorial, no litoral do Amapá, com foco na identificação da presença, qualidade e volume do recurso na região.  A informação foi divulgada nesta quarta-feira (1) pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, em entrevista à Sputnik Brasil, concedida no Ministério do Meio Ambiente. Segundo ele, o processo de perfuração já está em fase final após superar entraves técnicos.

Agostinho explicou que a operação enfrentou dificuldades relacionadas a vazamentos de fluidos durante a perfuração, o que levou à interrupção temporária dos trabalhos. “Eles tiveram problemas com vazamentos de fluidos, de perfuração. A perfuração foi interrompida, foi retomada. Muito provavelmente deve estar sendo concluído agora nas próximas semanas esse primeiro poço”, afirmou.

O presidente do Ibama ressaltou que o poço em questão tem caráter exclusivamente exploratório. “Não é um poço para produzir petróleo, é um poço exclusivamente para avaliar se tem petróleo”, declarou.

De acordo com ele, há atualmente apenas uma licença ativa na Margem Equatorial, referente ao bloco 059, onde a Petrobras iniciou a perfuração ainda no ano passado. Não existem outras autorizações concedidas para novas perfurações ao longo dessa faixa do litoral brasileiro.

Agostinho também destacou que existem áreas de exploração mais antigas no Rio Grande do Norte e no Ceará, mas que essas regiões estão distantes do ponto em análise no Amapá. A conclusão do estudo poderá orientar decisões futuras sobre a viabilidade de exploração na chamada nova fronteira energética do país.

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