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FUP: guerra reforça necessidade de investir em produção energética e fertilizantes no Brasil

Entidade afirma que conflito no Oriente Médio e fechamento do Estreito de Ormuz elevam riscos e reforçam urgência de fortalecer produção nacional

Deyvid Bacelar (Foto: Reprodução)

247 - A escalada de uma nova guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz reforçam a necessidade de ampliar investimentos na produção energética e de fertilizantes no Brasil, segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP). 

De acordo com a FUP, o agravamento do conflito na região tende a pressionar os preços internacionais do petróleo e de produtos que utilizam aquela rota estratégica, como os fertilizantes importados pelo Brasil. Para a federação, o cenário internacional expõe a dependência externa e exige respostas estruturais no plano interno.

A entidade defende a ampliação imediata dos investimentos no parque nacional de fertilizantes. Entre as prioridades apontadas está a implantação da planta de amônia e ureia verdes na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), projeto defendido pela FUP junto à Diretoria de Transição Energética e de Processos Industriais da Petrobras. Também são considerados estratégicos o avanço das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), em Mato Grosso do Sul, e a conclusão da manutenção da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR).

Além do fortalecimento da produção de fertilizantes, a federação sustenta que são essenciais investimentos em fontes alternativas, energias renováveis, combustíveis do futuro e biorrefinarias. A produção de bioinsumos a partir do cultivo da macroalga Kappaphycus alvarezii no litoral brasileiro é citada como exemplo de diversificação produtiva alinhada à transição energética.

No segmento de óleo e gás, a FUP aponta a necessidade de ampliar investimentos na Margem Equatorial e expandir a capacidade de refino no país, sem perder de vista os campos maduros. O objetivo, segundo a entidade, é elevar a oferta interna para atender à demanda doméstica e contribuir para conter a inflação.

O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, destacou o caráter estratégico das decisões no atual contexto internacional. “Mais do que em qualquer outro tempo histórico, os investimentos em exploração e produção de petróleo, bem como na expansão do parque de refino e renováveis são estratégicos para a manutenção da soberania nacional e mitigação dos efeitos gerados por um cenário de possível recessão global, a partir deste conflito bélico de proporção global”, afirmou.

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