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PF e PGR farão análise conjunta de bens apreendidos em operação sobre o Master

Apesar das controvérsias em torno da condução do processo por Toffoli, do STF, análise conjunta deve mitigar risco de entraves na investigação

Fachada do Prédio da Polícia Federal em Brasília (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

247 - A segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master, terá uma perícia conjunta realizada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), informa Míriam Leitão, do jornal O Globo. A medida busca assegurar celeridade e integração na análise do amplo material apreendido durante as ações mais recentes da investigação, que incluem dinheiro em espécie, equipamentos eletrônicos, armas e veículos.

A atuação coordenada entre PF e PGR ocorrerá apesar das controvérsias em torno da condução do processo pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa conjunta pretende evitar entraves técnicos e administrativos que poderiam comprometer o andamento das investigações.

A decisão do ministro Dias Toffoli de manter o material apreendido sob tutela da PGR gerou reações nos bastidores do sistema de Justiça. A medida foi classificada como “exótica”, já que, em procedimentos dessa natureza, a guarda costuma ficar sob responsabilidade da Polícia Federal. A principal preocupação era de que a determinação pudesse atrasar a realização das perícias e, consequentemente, prejudicar o curso das apurações.

Com a definição de que PF e PGR atuarão lado a lado na análise do material, esse risco tende a ser mitigado. A expectativa é de que a cooperação institucional permita acelerar a produção de provas e dar maior robustez técnica aos laudos que serão incorporados ao inquérito.

Na operação deflagrada na quarta-feira (14), a Polícia Federal cumpriu 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Ao todo, foram recolhidos R$ 645 mil em dinheiro, 39 celulares, 31 computadores, 30 armas e 23 veículos, evidenciando a dimensão da ofensiva policial.

Nesta etapa da Operação Compliance Zero, o foco das investigações está nas relações entre o Banco Master e fundos de investimento ligados à gestora Reag. O inquérito apura, entre outros pontos, empréstimos que não teriam sido quitados e possíveis irregularidades na estrutura dessas operações financeiras, que agora serão examinadas com maior profundidade a partir do material apreendido.

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