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PF mantém Vorcaro em carceragem na Superintendência em Brasília

Espaço é destinado a presos comuns e conta com monitoramento da equipe de plantão

Foto mostra o banqueiro Daniel Vorcaro na prisão (Foto: Reprodução )

247 - A Polícia Federal (PF) decidiu alojar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro na carceragem da Superintendência da corporação em Brasília (DF). O local é destinado a presos comuns e conta com monitoramento permanente da equipe de plantão. A cela tem dimensões de aproximadamente 5 por 3 metros, com cama de concreto em formato de beliche e colchão hospitalar. As informações são da CNN Brasil.

No local, há uma divisão por mureta entre o espaço de descanso e a área destinada ao banho e às necessidades, onde um chuveiro fica posicionado sobre uma privada embutida no piso. Durante a permanência na unidade, Vorcaro recebe alimentação padrão, com café da manhã composto por café, leite, pão e fruta. O almoço inclui arroz, feijão, proteína e salada, enquanto o jantar segue cardápio semelhante, com variação da proteína.

Estrutura da carceragem

O espaço utilizado por Vorcaro difere da ala reservada a autoridades. Jair Bolsonaro, condenado pela participação na trama golpista no contexto das eleições de 2022, já ficou em uma sala separada, equipada com cama com colchão, ar-condicionado, televisão, frigobar, banheiro privativo e armário.

Ao chegar à Superintendência da PF, o ex-banqueiro passou por exame de corpo de delito, procedimento adotado de forma padrão nesses casos. Segundo delegados, a custódia contará com apoio da Polícia Penal Federal, especialmente diante da previsão de aumento de movimentações com depoimentos e entrega de documentos.

Transferência e delação

A transferência de Vorcaro foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da defesa. Ele deixou o Presídio Federal de Brasília e foi levado de helicóptero até a sede da PF, em um trajeto que durou cerca de 25 minutos. Durante o deslocamento, estava algemado.

A mudança de local marca o início das negociações para um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR). A tratativa conjunta entre as duas instituições é considerada inédita, já que, tradicionalmente, os acordos são firmados separadamente.

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