Vorcaro sai de Presídio Federal e vai para a PF preparar delação premiada
A decisão do STF indica que pode haver uma delação premiada do empresário
247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou nesta quinta-feira (19) a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro da Penitenciária Federal de Brasília (DF) para a Superintendência da Polícia Federal, no centro da capital. A informação foi publicada pela GloboNews. Nos bastidores, fontes ligadas à investigação indicam que o empresário teria sinalizado disposição para colaborar com as autoridades. A eventual delação pode incluir informações consideradas relevantes para o avanço do inquérito.
A transferência para a sede da Polícia Federal é vista como estratégica nesse contexto. Com a mudança, Vorcaro ficará mais próximo das equipes responsáveis pela investigação, o que tende a facilitar tanto a realização de depoimentos quanto à condução das negociações relacionadas ao acordo de colaboração. O empresário é investigado por envolvimento em um esquema de fraudes financeiras, que, segundo a PF, movimentou entre R$ 12 bilhões e R$ 17 bilhões.
Até ser transferido nesta quarta-feira (19), Daniel Vorcaro ocupava uma cela de apenas 6 metros quadrados na penitenciária federal, ambiente idêntico ao de todos os demais detentos da unidade. O espaço se resumia a uma cama, uma mesa, um assento e uma área sanitária compacta com pia, vaso e chuveiro — sem qualquer tomada elétrica disponível. O fornecimento de energia para iluminação e banho seguia uma grade de horários imposta pela administração do presídio, sem que o preso tivesse qualquer controle sobre isso.
O cenário que aguarda Vorcaro na Superintendência da Polícia Federal é radicalmente diferente. O empresário passará a ocupar a chamada "sala de Estado-Maior" — o mesmo aposento que serviu de moradia a Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. O cômodo dispõe de mesa, cama de solteiro, cadeira e banheiro privativo. Além disso, o espaço conta com ar-condicionado, armário, janela, televisão e frigobar — mordomias inexistentes nas instalações onde o banqueiro estava até então recolhido.


