PL quer nome ideológico e com "marca da direita" ao Senado em SP, diz Valdemar
Valdemar Costa Neto afirma que Bolsonaro e Eduardo escolherão candidato com marca da direita para disputar vaga na chapa de Tarcísio
247 - O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta sexta-feira (27) que o partido lançará em São Paulo um candidato ao Senado com perfil “ideológico” e identificado com a “marca da direita”. Segundo ele, a definição do nome caberá ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
“A vaga do PL [para o Senado] quem vai decidir é o Bolsonaro e o Eduardo”, afirmou Costa Neto. Entre os nomes cotados com o perfil descrito pelo dirigente estão o vice-prefeito da capital paulista, Mello Araújo (PL), Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, e o deputado federal Mario Frias (PL).
Ainda na sexta-feira (27), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participou de um almoço com Mello Araújo e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Antes disso, reuniu-se com Costa Neto e com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), em meio às articulações políticas para a formação da chapa majoritária no Estado.
O PL também reivindica a indicação do candidato a vice-governador na chapa de Tarcísio. Apesar disso, Costa Neto reconheceu que a escolha será uma decisão pessoal do governador, a partir de negociações com partidos aliados. Atualmente, o posto de vice é ocupado por Felício Ramuth, do PSD.
A segunda vaga ao Senado na composição liderada por Tarcísio deve ficar com o deputado federal Guilherme Derrite (PP).
Ao defender maior espaço para o PL, Costa Neto destacou o peso da sigla no Estado. “Nós somos o maior partido. Nós temos o maior número de deputados federais e o maior número de deputados estaduais de São Paulo. A projeção é de crescimento para a próxima eleição, para esse final de ano. Nós devemos passar de 21 deputados para 25, estaduais”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de o PSD deixar a chapa, o dirigente minimizou o cenário e ironizou a hipótese. “Precisa ver se o PSD quer sair (da chapa de Tarcísio). Vai para onde? Vai apoiar quem? Eu acho muito difícil o PSD sair disso aí. Eles provavelmente vão ficar do lado do Tarcísio”, disse.


