Planalto avalia que bancada do MDB foi a maior traidora em rejeição de Messias
Senadores negam traição e afirmam que governo errou na leitura do cenário político
247 - A avaliação interna do governo aponta que a bancada do MDB no Senado teve papel decisivo na rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), após uma mudança significativa no comportamento de votos em plenário. O episódio evidenciou fragilidades na articulação política e ampliou a tensão entre o Palácio do Planalto e aliados no Congresso.
Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, integrantes do governo atribuem o resultado ao posicionamento do MDB, que teria alterado seu apoio previamente sinalizado. A leitura no Planalto é de que interesses internos no partido influenciaram diretamente o desfecho da votação.
Mudança de votos surpreende o governo
Antes da votação, o levantamento feito pelo governo indicava que os nove senadores do MDB apoiariam a indicação de Messias. Entre eles estavam Alessandro Vieira, Confúcio Moura, Eduardo Braga, Ivete da Silveira, Marcelo Castro, Renan Filho, Jader Barbalho, Veneziano Vital do Rêgo e Renan Calheiros.
No entanto, após a votação, a avaliação do Planalto foi de que pelo menos oito desses parlamentares votaram contra o nome indicado. O impacto foi determinante para o resultado final, já que, de acordo com cálculos do governo, a adição desses votos teria garantido a aprovação de Messias.
Disputa interna e interesses políticos
Fontes ouvidas indicam que um dos fatores apontados para a mudança de posição teria sido o interesse do senador Renan Calheiros (AL) em ver Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e seu aliado, indicado ao STF. Essa disputa interna teria influenciado o comportamento da bancada em plenário.
MDB rebate acusações e critica governo
Senadores do MDB rejeitaram a narrativa de traição e afirmaram que o governo tenta atribuir a responsabilidade por uma derrota que, na visão deles, decorre de erros na condução política. Os parlamentares sustentam que houve falha na leitura do cenário e na articulação junto ao Senado.
De acordo com integrantes do partido, o resultado reflete a ausência de diálogo eficaz com a base e a dificuldade do governo em consolidar apoio para uma indicação considerada sensível dentro do Congresso.


