HOME > Brasil

PM envia explicações a Moraes sobre arma de Bolsonaro apreendida em blitz

Corporação diz que revista se limita a veículos que entram e saem da residência onde ex-presidente cumpre prisão domiciliar

Jair Bolsonaro chega à casa onde cumpre pena em prisão domiciliar (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (16), explicações sobre a apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma blitz realizada na segunda-feira (15), em Taguatinga, no Distrito Federal.

A manifestação foi enviada em resposta a um pedido de esclarecimentos do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A PMDF é responsável pela segurança da residência de Bolsonaro no período em que o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.

No ofício remetido ao Supremo, a corporação afirmou que sua atribuição se limita à vistoria dos veículos que entram e saem da casa do ex-presidente. Segundo a PMDF, esse não seria o caso do automóvel no qual a arma foi encontrada.

A Polícia Militar também informou que os veículos do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) permanecem na área externa da residência, razão pela qual não passariam por revista. O esclarecimento foi prestado após Moraes questionar as circunstâncias em que a pistola registrada em nome de Bolsonaro deixou o entorno da casa.

Outro ponto abordado pela PMDF diz respeito aos celulares usados por agentes do GSI. Segundo a corporação, os aparelhos ficam armazenados em depósito sob responsabilidade da Polícia Militar. A informação também atende a questionamento de Moraes, que quis saber se os celulares permaneciam fora da residência do ex-presidente.

Além de cobrar explicações da PMDF, o ministro Alexandre de Moraes também pediu esclarecimentos à defesa de Bolsonaro sobre a arma apreendida. O magistrado questionou a necessidade de a pistola ser levada para manutenção “às vésperas do encerramento” da prisão domiciliar humanitária.

A arma apreendida é uma Glock 9 mm. Ela foi encontrada durante uma ação de trânsito da própria PMDF em Taguatinga. O motorista do veículo, identificado como o sargento Estácio Leite da Silva Filho, afirmou aos policiais que integrava a equipe de segurança do ex-presidente e que transportava o armamento para “reparos”.

De acordo com a ocorrência, o motorista teria fechado o vidro do carro “de forma repentina” depois que um agente de segurança percebeu a presença da pistola no interior do veículo. A arma, registrada em nome de Jair Bolsonaro, não estava acompanhada do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF).

Estácio Leite foi liberado após prestar esclarecimentos. Em nota, a Presidência da República afirmou que o militar não integra os quadros do GSI.

Segundo o Executivo, cabe ao Gabinete de Segurança Institucional capacitar e fornecer veículo oficial ao responsável pela segurança de ex-presidentes. A escolha do responsável pela segurança, conforme a nota, é feita pelo próprio ex-mandatário.

Artigos Relacionados