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Polarização consolidada e terceira via pode “passar vergonha”, avaliam aliados de Lula

Pesquisas eleitorais indicam disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro e reforçam avaliação de que espaço para "terceira via" é limitado

Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Lula Marques/Agência Brasil)

247 - Segundo um dirigente próximo ao presidente ouvido pela coluna Painel, da Folha de S. Paulo, as pesquisas mostram que Flávio Bolsonaro se consolidou na segunda posição, com diferença curta em eventual segundo turno e isso era esperada pelo núcleo político governista. De acordo com a análise, isso reforça a percepção de inviabilidade de candidaturas fora dos dois principais polos. De acordo com essa fonte, “a terceira via está fadada a passar vergonha”.

Atualmente, o nome mais competitivo fora da polarização seria o governador do Paraná, Ratinho Jr., que aparece com cerca de 8% a 10% das intenções de voto, dependendo do levantamento. Ainda assim, interlocutores do presidente avaliam que esse patamar é insuficiente para romper a disputa entre os dois campos predominantes.

A avaliação dentro do Partido dos Trabalhadores é que o padrão observado na eleição de 2022 tende a se repetir em 2026. A rápida ascensão de Flávio Bolsonaro após o anúncio de sua pré-candidatura não surpreendeu aliados de Lula, que já esperavam a recomposição do eleitorado conservador em torno de um nome competitivo.

Levantamento recente da Quaest, divulgado na quarta-feira (11), mostra Lula com 43% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 38% de Flávio Bolsonaro — uma diferença de cinco pontos percentuais.

O partido também trabalha com a hipótese de polarização reproduzida nos estados, especialmente em colégios eleitorais estratégicos como São Paulo e Rio de Janeiro, onde haveria dificuldade para o surgimento de candidaturas competitivas que não estejam alinhadas a nenhum dos dois polos nacionais.

Nos bastidores, a leitura predominante é que a dinâmica política brasileira segue marcada pela divisão ideológica consolidada nos últimos ciclos eleitorais, o que tende a influenciar tanto a disputa presidencial quanto as eleições regionais nos próximos anos.

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