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Preso, policial investigado por ligação com Vorcaro diz temer por integridade física

Policial preso na investigação sobre grupo ligado ao ex-controlador do Banco Master afirma temer por sua vida em presídio comum

Daniel Vorcaro na prisão (Foto: Reprodução)
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247 - Um policial federal aposentado investigado por suposta ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação de sua prisão preventiva. A defesa de Sebastião Monteiro Júnior afirma que ele corre risco à integridade física e à própria vida enquanto permanece custodiado em um presídio comum de São Paulo. As informações são do Metrópoles.

Sebastião, de 67 anos, está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos. Ele foi preso após a deflagração da sexta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para investigar um grupo acusado de monitorar, espionar e obter informações sigilosas em benefício de interesses ligados à família Vorcaro.

Na sexta-feira (19), os advogados do policial protocolaram pedido de urgência no STF para que o ministro André Mendonça, relator do caso, analise a solicitação de liberdade. A defesa sustenta que não existem elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão.

No documento encaminhado ao Supremo, os advogados alegam que Sebastião está "exposto a risco concreto e atual à sua integridade física e à sua vida, enquanto pende de apreciação tanto o pedido de revogação da custódia quanto os requerimentos voltados à sua proteção".

Defesa questiona provas

Os defensores argumentam ainda que a situação do policial aposentado difere da dos demais investigados. Segundo a petição, o Relatório de Análise Parcial produzido a partir do material apreendido pela Polícia Federal não faz menção direta a Sebastião Monteiro Júnior.

De acordo com a defesa, a participação dele na investigação aparece apenas em referências feitas por Marilson Roseno da Silva, também policial federal aposentado.

Investigação da PF

Segundo a Polícia Federal, Sebastião integrava um núcleo conhecido como "A Turma", apontado pelos investigadores como responsável por monitorar alvos de interesse da organização investigada, além de atuar na obtenção de informações sigilosas por meio de infiltrações em órgãos públicos.

As investigações indicam que Marilson Roseno exerceria papel de liderança dentro do grupo, utilizando sua experiência e sua rede de contatos para coordenar ações de coação e acessar dados restritos. A PF afirma que ele contava com a colaboração de outros agentes aposentados, entre eles Sebastião Monteiro Júnior.

Os investigadores também apontam que Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, atuaria como operador financeiro do esquema e seria responsável por transmitir ao grupo determinações atribuídas ao banqueiro, inclusive durante o andamento das fases da operação.

Além de Sebastião, outras seis pessoas foram presas na etapa mais recente da Operação Compliance Zero.

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