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PT parte para o ataque e alerta contra propostas de Flávio Bolsonaro em favor do armamentismo

O partido planeja resgatar imagens de parlamentares que fizeram gestos simulando armas, conhecidos como “arminhas”

Flávio Bolsonaro em 2022 e um militante do PT (Foto: Reprodução/Redes Sociais I Paulo Pinto/Agência PT)

247 - A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma nova ofensiva política ao retomar críticas ligadas ao tema das armas e direcioná-las ao senador Flávio Bolsonaro. A estratégia busca recolocar no debate episódios e posições defendidas por aliados do campo conservador nos últimos anos. A informação foi publicada nesta quarta-feira (22) pela coluna de Milena Teixeira, no Portal Metrópoles.

Entre os elementos que devem integrar a campanha, o partido planeja resgatar imagens de parlamentares que fizeram gestos simulando armas, conhecidos como “arminhas”. Um dos episódios citados envolve a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), que, em São Paulo, sacou uma arma durante perseguição a um homem na véspera do segundo turno das eleições presidenciais.

Outro caso que pode ser utilizado é o do ex-deputado federal Roberto Jefferson, que reagiu com ataques a uma equipe da Polícia Federal em 2022. A expectativa é que a ofensiva política ganhe força após o congresso do PT, marcado para o próximo fim de semana, em Brasília.

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Carla Zambelli. Foto: Reprodução/Twitter

 

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Roberto Jefferson e as marcas de tiros dados pelo ex-parlamentar. contra um carro da PF. Junto com ele está Jair Bolsonaro, detido após ser condenado pelo STF no inquérito da trama golpista. Foto: Reprodução

Estatísticas

Levantamentos obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e analisados pelos institutos Sou da Paz e Igarapé indicam um aumento expressivo no número de armas registradas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. As estatísticas foram publicadas no Brasil de Fato.

Nesse período, foram contabilizados 1.354.751 novos registros. O maior volume ocorreu em 2022, com 553.379 armas, sendo 431.137 vinculadas a colecionadores, atiradores desportivos e caçadores, além de 122.242 registros para defesa pessoal e outras categorias.

Os dados mostram crescimento contínuo ao longo dos anos. Em 2021, foram 393.136 armas registradas. Em 2020, o total chegou a 268.163. Em 2019, primeiro ano da gestão, foram 140.073 registros. Em 2018, antes do período analisado, o número era de 95.125.

Com a ampliação dos registros, o volume total de armas em circulação no país mais que dobrou em comparação com 2018. O acervo passou de 1.320.582 para 2.965.439 em 2022, considerando registros de cidadãos, CACs, servidores civis e integrantes de forças de segurança que adquiriram armamento para uso pessoal. O tema do armamento volta ao centro do debate político e deve ocupar espaço relevante nas estratégias de comunicação durante o período eleitoral.

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