Renan Santos relata uso de cogumelos e diz que fica “mais produtivo”
Pré-candidato afirma que uso de cogumelos não interfere em propostas de combate ao crime organizado
247 - O pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou que o uso de cogumelos com compostos alucinógenos não interfere em sua campanha nem nas propostas de combate ao crime organizado que pretende implementar. Ele também defendeu a legalização terapêutica de substâncias como a psilocibina e o canabidiol.
As declarações foram feitas em entrevista ao portal Metrópoles, onde o presidente do Movimento Brasil Livre (MBL) comentou sua experiência pessoal com a substância e detalhou sua visão sobre políticas públicas relacionadas às drogas e à segurança.
Segundo Renan Santos, o uso da psilocibina ocorreu em um contexto específico e não representa contradição com sua proposta de enfrentamento ao tráfico. “Na verdade, eu já fiz uso do cogumelo, da substância do cogumelo, na prática, que é a psilocibina, que um amigo meu tinha dado, para trabalhar mais, para ficar mais produtivo. Tem muita gente no mercado financeiro que usa. Isso é recomendado. Tem estudos nos Estados Unidos, assim como o cannabidiol. E eu sou favorável à legalização tanto do uso terapêutico da psilocibina quanto do cannabidiol para tratamento de doenças das mais diversas”, afirmou.
O pré-candidato também destacou que, mesmo em um cenário de uso recreativo, não haveria impacto direto em sua visão sobre o combate ao tráfico. “Mesmo se eu estivesse fazendo o uso recreativo, não seria problemático. E o tráfico também não é constituído através da venda de uma substância que dá em qualquer sítio, com o perdão da palavra, no cocô de vaca. O combate ao tráfico não tem a ver com isso”, disse.
Renan Santos argumentou que o enfrentamento ao crime organizado exige uma abordagem mais ampla, que vá além da repressão ao comércio de drogas. Ele mencionou que organizações criminosas atuam em diversos setores econômicos. “A gente sabe que as drogas são utilizadas como uma substância, hoje, para venda e para rechear os cofres das facções criminosas. E hoje, inclusive por conta do PCC, a principal fonte é a exportação dessas drogas. Mas existe toda uma miríade de outros negócios que envolvem, desde ocupação territorial, combustíveis, venda de gás, energia elétrica e serviços”, declarou.
O dirigente do MBL também afirmou que o episódio envolvendo o uso da substância não deve trazer prejuízos à sua candidatura.

