HOME > Brasil

Rogério Correia critica Zema por defender trabalho infantil: "Criança não trabalha, criança estuda"

"Zema chama trabalho infantil de 'oportunidade' e quer ser presidente. Não deu conta do básico em Minas e agora quer governar o país inteiro?", escreveu

Rogério Correia (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) criticou neste sábado (2), em publicação nas redes sociais, declarações do ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo). Na sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador, Zema afirmou que o trabalho infantil não deveria ser visto de forma negativa no Brasil.

Em entrevista ao podcast Inteligência Limitada, o ex-governador afirmou que "no Brasil parece que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança. Lá fora, nos EUA, criança sai entregando jornal". Ele também afirmou ser favorável à alteração das normas que proíbem o trabalho infantil. "Aqui é proibido, você está escravizando criança. Então, é lamentável. Mas acho que, tenho certeza que nós vamos mudar isso aí", completou.

Em resposta, Rogério Correia criticou a declaração e questionou a capacidade de gestão do ex-governador. "Zema chama trabalho infantil de 'oportunidade' e quer ser presidente. Não deu conta do básico em Minas e agora quer governar o país inteiro? Enquanto isso, a empresa ligada ao seu grupo já foi flagrada em trabalho análogo à escravidão. Criança não trabalha, criança estuda! O Brasil não é laboratório para esse tipo de projeto", escreveu.


Denúncias apresentadas por Rogério Correia

No dia 28 de abril, Rogério Correia protocolou três representações contra Romeu Zema, empresas ligadas ao seu grupo e a Zema Financeira, solicitando investigações sobre contratos na área da educação, possíveis casos de trabalho análogo à escravidão e oferta de crédito consignado a públicos vulneráveis.

As denúncias foram encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Ministério Público do Trabalho, além de outros órgãos de controle, com o objetivo de apurar responsabilidades civis, administrativas e criminais.

Uma das representações trata de contratos de fornecimento de material didático que somam cerca de R$ 848,8 milhões, firmados durante a gestão estadual com a empresa Fazer Educação, anteriormente chamada Sudu Tecnologia Educacional. O documento solicita a análise de aspectos como o valor dos contratos e possíveis irregularidades.

Outra denúncia envolve 22 motoristas vinculados ao Centro de Distribuição e Apoio do Grupo Zema, em Araxá (MG). Segundo informações citadas na representação, os trabalhadores teriam sido submetidos a jornadas de até 19 horas diárias, o que pode caracterizar condições análogas à escravidão.

A terceira ação pede investigação sobre operações de crédito consignado oferecidas pela Zema Financeira a aposentados e pensionistas, com destaque para possíveis práticas abusivas e impactos sobre benefícios previdenciários.

Ao comentar as representações, Rogério Correia afirmou: "Zema vende a imagem de eficiência, mas o que aparece ao abrir as contas é suspeita de fraude em contratos públicos, trabalho escravo e exploração de aposentados. É preciso investigar quem, ao que tudo indica, escolheu o lucro em detrimento das pessoas e do erário".

Artigos Relacionados