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Rui Falcão critica especulação nos combustíveis e defende reestatização da BR Distribuidora

Deputado denuncia reajustes abusivos em postos e cobra ação das autoridades diante da alta do diesel

O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) discursa no plenário da Câmara - 20/03/2024 (Foto: Zeca Ribeiro/Ag.Câmara)

247 - O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) criticou, nesta sexta-feira (20), o aumento dos preços dos combustíveis no Brasil e apontou indícios de práticas abusivas em postos de gasolina. A avaliação ocorre em meio à escalada do diesel, influenciada pela guerra no Oriente Médio e seus reflexos no mercado internacional de energia.

Denúncia de reajustes sem justificativa

Rui Falcão afirmou que os aumentos observados em postos não refletem necessariamente mudanças nos custos praticados pela Petrobras, o que, segundo ele, levanta suspeitas de especulação.

“É uma vergonha, é caso de polícia. Tem posto aumentando o preço dos combustíveis duas vezes por dia, sem que a Petrobras tenha aumentado o custo da gasolina. E deu subsídio para o preço do diesel para não botarem a culpa na guerra do Irã”, declarou.

O deputado defendeu a atuação de órgãos públicos para investigar e coibir possíveis irregularidades no setor.

“Por isso, é preciso que as autoridades tomem providência, o Ministério das Minas e Energia, a polícia”, acrescentou.

Proposta de reestatização da Vibra

Além das críticas ao comportamento do mercado, o parlamentar voltou a defender a reestatização da BR Distribuidora, atualmente denominada Vibra. Na avaliação de Falcão, o controle estatal poderia contribuir para maior estabilidade nos preços.

“E seria importante aproveitar a ocasião, inclusive, para a gente colocar na ordem do dia a reestatização da Vibra, trazer de volta a BR distribuidora, porque não havia isso quando as distribuidoras eram estatais. Estamos juntos nessa luta”, afirmou.

A discussão sobre os combustíveis segue no centro do debate econômico e político, em um contexto de pressão internacional sobre os preços do petróleo e impacto direto no custo de vida da população brasileira.

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