Novo ministro da Fazenda aguarda posição dos estados sobre ICMS para ajudar a conter alta do diesel
Dario Durigan afirma que impacto da guerra no diesel será mínimo para consumidores e caminhoneiros e descarta risco de desabastecimento
247- O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (20) que o governo federal ainda aguarda uma resposta dos estados sobre a proposta de zerar o ICMS na importação de óleo diesel até o fim de maio. A medida busca conter a alta do combustível diante dos impactos da guerra no Oriente Médio. As informações são do G1.
Segundo a proposta apresentada pela equipe econômica, a União se compromete a compensar metade das perdas de arrecadação dos estados, como forma de viabilizar a adoção da medida em todo o país.
Durigan assumiu o ministério nesta sexta-feira, após Fernando Haddad deixar o cargo para concorrer ao governo de São Paulo nas eleições deste ano.
Proposta para reduzir preço do diesel
De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, a desoneração do ICMS sobre a importação de diesel terá custo de R$ 3 bilhões por mês até o fim de maio. Desse total, R$ 1,5 bilhão mensal seria ressarcido pelo governo federal aos estados.
A decisão sobre a proposta deve ser tomada até o fim de março. O ministro demonstrou confiança na negociação, mas sinalizou que alternativas podem ser adotadas caso não haja acordo.
“Eu sigo muito confiante que a gente possa avançar, e não avançando, o que seria uma lástima, uma falta de compromisso, a gente iria para outros caminhos para não deixar a população desguarnecida”, afirmou Durigan.
Impactos da guerra no combustível
O ministro destacou que o governo acompanha de perto os efeitos do conflito internacional sobre os preços dos combustíveis no Brasil. Segundo ele, a prioridade é minimizar os impactos para consumidores e setores dependentes do diesel.
“O governo segue muito atento para que o custo da guerra para os brasileiros, incluindo os caminhoneiros, que dependem do diesel para o transporte de cargas, assim como as famílias, seja o mínimo possível”, declarou. Durigan acrescentou que o governo dispõe de uma série de medidas que podem ser adotadas, dependendo da evolução dos preços no mercado internacional.
Risco de desabastecimento é descartado
Ao ser questionado sobre alertas de importadores e distribuidores a respeito de possível falta de diesel no país — diante da defasagem entre preços internos e internacionais — o ministro descartou esse cenário. Segundo ele, não há risco de desabastecimento, mesmo com as pressões externas sobre o mercado de combustíveis.


