Sarney condena sequestro de Maduro pelos EUA e chama ação de "barbaridade"
Ex-presidente afirma que ação fere o direito internacional
247 - O ex-presidente José Sarney classificou nesta terça-feira (6) como uma "barbaridade" o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil. Sarney afirmou que a invasão dos Estados Unidos feriu o direito internacional e avaliou que o episódio deve ser condenado, tratando-se de um gesto de violência que precisa ser rechaçado pela comunidade internacional.
"Eu sou solidário com a posição do Brasil que reflete exatamente essa condenação, foi uma nota equilibrada que realmente constituiu a defesa da democracia e a necessidade de se condenar gesto de violência dessa natureza", disse o ex-presidente.
Violação da soberania
De acordo com Sarney, ações militares contra países soberanos representam um risco à estabilidade global. "Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo", afirmou.
No sábado (3), dia do sequestro de Maduro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou a ação dos Estados Unidos, classificando-a como uma "afronta gravíssima" e afirmando que o país ultrapassou uma "linha inaceitável".
Reação na comunidade internacional
No dia seguinte às agressões estadunidenses, Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram uma nota conjunta defendendo uma solução para a Venezuela sem "ingerência externa". O texto também expressou "preocupação" com qualquer tentativa de "controle governamental".



