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STF forma maioria para rejeitar recursos e manter condenações por assassinato de Marielle

Primeira Turma analisa, em plenário virtual, pedidos de esclarecimento e alegações de cerceamento de defesa dos condenados

STF forma maioria para rejeitar recursos e manter condenações por assassinato de Marielle (Foto: Leonardo Lucena)
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247 - A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta quinta-feira (18), para rejeitar recursos apresentados pelos condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido em 2018, no Rio de Janeiro. Com a decisão, permanecem válidas as penas impostas aos cinco réus envolvidos no caso. As informações são do g1.

Os ministros analisam, em sessão virtual, pedidos de esclarecimento sobre supostas omissões e contradições nos votos, além de alegações de cerceamento de defesa apresentadas pelas defesas dos condenados. O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, votou pela rejeição dos recursos. O entendimento foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino, formando maioria na Primeira Turma. Ainda resta o voto da ministra Cármen Lúcia.

Ao analisar os recursos, Moraes afirmou que os argumentos apresentados pelas defesas demonstram inconformismo com a decisão já tomada pelo STF. O ministro também sustentou que a condenação foi baseada em um conjunto consistente de provas reunidas ao longo da investigação e do processo.

Condenações mantidas

Com a maioria formada, permanecem em vigor as condenações dos cinco acusados:

  • Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, condenado por duplo homicídio, tentativa de homicídio e organização criminosa armada, com pena de 76 anos e 3 meses de prisão.
  • João Francisco Inácio Brazão, deputado cassado, condenado pelos mesmos crimes, também com pena de 76 anos e 3 meses de prisão.
  • Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, condenado por obstrução à Justiça e corrupção passiva, com pena de 18 anos de prisão.
  • Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar, condenado por duplo homicídio e tentativa de homicídio, com pena de 56 anos de prisão.
  • Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão, condenado por organização criminosa, com pena de 9 anos de prisão.

Motivação do crime

Em fevereiro, a Primeira Turma do STF concluiu que as provas produzidas durante a instrução processual confirmaram a participação de cada um dos acusados nos crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com a PGR, o assassinato de Marielle Franco foi motivado pela atuação política da vereadora em temas que contrariavam os interesses dos irmãos Brazão, incluindo questões relacionadas à regularização de áreas controladas por milícias no Rio de Janeiro.

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