Tarcísio enfrenta pressão de aliados e impasse sobre escolha do vice
Disputa envolve Felício Ramuth, André do Prado e Gilberto Kassab, além de negociações partidárias e possível mudança de sigla
247 - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) terá uma série de reuniões decisivas para destravar o impasse sobre a escolha do candidato a vice em sua chapa de reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.
Além da definição do vice, também está em jogo o futuro do secretário de Relações Institucionais, Gilberto Kassab (PSD), dentro da administração estadual.
De acordo com reportagem do Metrópoles, atualmente, os principais nomes cotados para compor a chapa são o vice-governador Felício Ramuth (PSD) e o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL). Ramuth conta com a preferência de Tarcísio, enquanto André do Prado tem apoio de prefeitos, deputados estaduais e pressão direta do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, considerado padrinho político do parlamentar.
Paralelamente, Kassab também se colocou como opção para a vaga de vice, reforçando a interlocutores o interesse em integrar a chapa. O movimento é interpretado como estratégico, já que o dirigente partidário poderia se credenciar para disputar o governo paulista em 2030, caso Tarcísio deixe o cargo para uma eventual candidatura à Presidência da República.
Após o Carnaval, Kassab e Ramuth devem se reunir para discutir o cenário. A expectativa é que o atual vice proponha que o PSD apresente ambos os nomes como opções ao governador, que terá a palavra final. Dependendo da posição de Kassab, Ramuth não descarta mudar de partido para permanecer como vice, sendo o MDB e o PL possíveis destinos.
Kassab também deverá ter um encontro direto com Tarcísio para tratar tanto da composição da chapa quanto de sua permanência no governo. Caso decida disputar a vice, ele terá de deixar o cargo de secretário até abril, conforme a legislação eleitoral. Aliados afirmam, porém, que a saída pode ocorrer de qualquer forma, para que o dirigente concentre esforços na articulação de palanques do PSD em todo o país.
Interlocutores do governador ainda apontam que a relação entre Tarcísio e Kassab estaria desgastada após novas investidas do presidente do PSD para filiar lideranças de partidos aliados à legenda, prática que tem ocorrido ao longo de todo o mandato.
O desfecho das negociações deve ocorrer nas próximas semanas, após a retomada da agenda política no estado, com impacto direto na estratégia eleitoral do grupo governista em São Paulo e na correlação de forças entre os partidos da base.


