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Tarcísio nega favorito a vice após reunião com MDB

Governador de São Paulo afirma que escolha será construída com aliados e diz que segunda vaga ao Senado dependerá de pesquisas

Tarcísio de Freitas (Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP)

247 - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (13) que ainda não há um nome definido ou favorito para ocupar a vaga de vice-governador em sua chapa nas eleições deste ano. A declaração foi dada após movimentações partidárias envolvendo PSD, MDB e PL na disputa pelo posto, informa o jornal O Globo.

A vaga é atualmente ocupada por Felício Ramuth (PSD), mas passou a ser reivindicada também pelo MDB e pelo PL, além do próprio PSD, presidido por Gilberto Kassab, secretário de Governo da gestão estadual. Em agenda realizada em Guarulhos, Tarcísio destacou que o processo será conduzido com diálogo entre as legendas aliadas. “É normal que os partidos que nos acompanham façam pleitos por essa vaga, por uma chapa majoritária. Não tem favorito. A gente vai discutir, vai arranjar, montar esse grupo de maneira que a gente vá disputar dentro de uma lógica de harmonia”, afirmou o governador.

Senado: uma vaga definida e outra em aberto

No cenário para o Senado, Tarcísio já indicou que uma das vagas será destinada ao deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que foi seu secretário de Segurança Pública. A segunda cadeira, no entanto, permanece indefinida. Apesar da pré-candidatura do deputado federal Ricardo Salles, do Novo, o governador afirmou que a escolha dependerá de critérios técnicos e eleitorais. “A segunda vaga vai ser decidida com base em pesquisa. Vamos ver quem tem potencial, quem pode chegar lá, para que a gente seja extremamente competitivo”, declarou.

Reunião com MDB e articulações internas

Na segunda-feira (9), o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, reuniu-se a portas fechadas com Tarcísio para tratar da formação da chapa. Aliados avaliam que o encontro buscou conter a ala mais alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dentro do partido e acomodar lideranças do diretório paulista que resistem a esse movimento, entre elas o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

Uma das alternativas discutidas seria lançar um nome de perfil mais centrista ao Senado, ideia que teria sido manifestada por Tarcísio a Jair Bolsonaro (PL). Entre os possíveis nomes do MDB estão a deputada federal Simone Marquetto, ex-prefeita de Itapetininga, o ex-governador Rodrigo Garcia — atualmente sem partido e derrotado por Tarcísio na eleição anterior — e o próprio Baleia Rossi.

Há ainda a hipótese, considerada menos provável, de que o MDB possa receber o atual vice-governador Felício Ramuth, que disputa internamente com Kassab a permanência na chapa. Interlocutores do PSD afirmam que Ramuth tem manifestado preferência por continuar na legenda, mas não descarta mudar de partido caso não seja escolhido para a reeleição.

Pressão do PL e projeções para 2030

O PL também intensificou sua movimentação. O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, confirmou que trabalhará para emplacar o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), como candidato a vice-governador.

A vaga é vista como estratégica porque, em caso de eventual saída de Tarcísio para disputar a Presidência da República em 2030, o vice assumiria o comando do estado até o fim do mandato, chegando fortalecido para uma possível reeleição.

Na semana passada, o governador ressaltou a relevância do PL na aliança política. “Obviamente, o PL é um partido super importante para nós, mas a gente tem que ver também que vamos estar apoiando o candidato à presidência da República do PL. Isso tem um significado. Tenho certeza que a gente vai tornar São Paulo um colégio importante para a candidatura do Flávio. Vamos tomar essa decisão lá na frente”, declarou.

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