Pacheco adia decisão sobre partido e volta a avaliar MDB
Ex-presidente do Senado reconsidera ida ao União Brasil e analisa cenário em Minas e no plano nacional após reunião com Lula
247 - O ex-presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), decidiu postergar para depois do Carnaval a definição sobre uma eventual mudança partidária, movimento que vinha sendo tratado como praticamente certo nos bastidores políticos. A possível filiação ao União Brasil, que era dada como encaminhada, passou a ser revista pelo senador mineiro, segundo Igor Gadelha, do Metrópoles.
Pacheco voltou a analisar alternativas partidárias e reabriu diálogo com outras legendas, entre elas o MDB, sigla à qual já foi filiado anteriormente. A reavaliação ocorre em meio a rearranjos políticos tanto em Minas Gerais quanto no cenário nacional.
Movimento em Minas altera cálculos
A reconsideração da ida ao União Brasil ganhou força após Pacheco conseguir emplacar o deputado federal Rodrigo de Castro na presidência estadual do partido em Minas Gerais. Castro é aliado próximo do ex-presidente do Senado e se posiciona como opositor ao grupo político do governador Romeu Zema (Novo), adversário de Pacheco no estado.
Com um aliado no comando da legenda mineira, o senador passou a avaliar que teria maior margem de negociação, o que abriu espaço para reconsiderar outras opções partidárias. Nesse contexto, o MDB voltou a ser cogitado como destino possível.
Cenário nacional pesa na decisão
Além das articulações locais, interlocutores de Pacheco afirmam que o senador também leva em conta o cenário presidencial de 2026. Um dos pontos de atenção seria a possibilidade de ingressar em um partido que venha a apoiar uma candidatura de direita ao Palácio do Planalto, o que poderia dificultar uma aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pacheco se reuniu com Lula na quarta-feira (11), no Palácio do Planalto. Na ocasião, o presidente teria sinalizado apoio ao senador em uma eventual mudança de partido.
Convite para disputar o governo de Minas
Pacheco avalia a possibilidade de concorrer ao governo de Minas Gerais em 2026, em uma candidatura que poderia servir de palanque ao presidente Lula no estado. Segundo auxiliares do governo, o senador indicou que só aceitaria disputar o cargo caso Lula não encontre outro nome competitivo para representá-lo em Minas.
Ainda de acordo com os relatos, Lula afirmou que Pacheco seria a única alternativa viável para seu projeto político no estado. O senador, por sua vez, declarou ter compromisso com Minas Gerais e com a democracia, comprometendo-se a analisar a hipótese de candidatura caso não surja outro nome no campo da centro-esquerda.
A definição sobre o futuro partidário de Rodrigo Pacheco deve ocorrer após o feriado de Carnaval, em meio a negociações que envolvem tanto o tabuleiro político mineiro quanto os desdobramentos da corrida presidencial de 2026


