"Trump cobre de vergonha a presidência dos EUA", critica Gleisi
Deputada critica ataques de Trump ao Papa Leão XIV e defende paz global
247 - A ex-ministra e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) criticou duramente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após declarações do líder norte-americano contra o Papa Leão XIV. Em manifestação pública nesta segunda-feira (13), ela afirmou que Trump “cobre de vergonha a presidência dos EUA” ao atacar o pontífice, destacando a atuação do papa na defesa da paz e das vítimas de conflitos ao redor do mundo.
Na postagem, Gleisi afirmou: “Papa Leão XIV eleva sua voz em defesa da paz e das vítimas inocentes da loucura militar no Líbano, no Sudão, em toda parte. É um grande líder religioso, com autoridade moral para denunciar a injustiça e despertar consciências”. Em seguida, criticou Trump: “Donald Trump, com sua conhecida arrogância e desprezo por todos que não se curvam a ele, cobre de vergonha a presidência dos EUA, com as ofensas intoleráveis que cometeu contra o papa”.
A reação da deputada ocorre após declarações do Papa Leão XIV durante um voo para a Argélia, quando respondeu diretamente às críticas feitas por Trump. O pontífice afirmou que não teme o governo norte-americano e reiterou seu compromisso com a mensagem do Evangelho. “Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, que acredito ser o que estou aqui para fazer, o que a Igreja está aqui para fazer”, declarou.
O papa também destacou a diferença entre o papel da Igreja e o da política institucional. “Não somos políticos, não lidamos com assuntos externos sob a mesma perspectiva que ele pode compreender, mas acredito na mensagem do Evangelho como promotor da paz”, afirmou. Ao mesmo tempo, evitou ampliar o confronto direto: “Não quero entrar em um debate com ele”.
Durante a entrevista, Leão XIV criticou o uso indevido da mensagem cristã e reforçou sua atuação contra conflitos armados. “Vou continuar me posicionando de forma firme contra a guerra, buscando promover a paz, incentivando o diálogo e relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas”, disse.
Ao comentar o cenário internacional, o pontífice chamou atenção para o impacto das guerras sobre civis. “Muitas pessoas estão sofrendo no mundo hoje. Muitas pessoas inocentes estão sendo mortas. E acredito que alguém precisa se levantar e dizer que há um caminho melhor”, afirmou.
As declarações do papa foram motivadas por críticas públicas de Trump, que o classificou como “liberal demais” e questionou sua atuação. Em publicação na rede Truth Social, o presidente norte-americano afirmou que o pontífice deveria ser “grato” por sua eleição e sugeriu influência de sua nacionalidade americana. Trump também declarou a jornalistas que “não é um grande fã” do líder religioso.
Ao final de sua manifestação, Gleisi Hoffmann defendeu a condenação das declarações do presidente dos Estados Unidos. “Trump e quem o aplaude merecem repúdio e forte condenação de quem ama a paz e a justiça”, afirmou.


