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Valdemar elogia Messias e prevê aprovação do nome no Senado: "camarada de bem"

Presidente do PL reconhece resistência interna, mas afirma que maioria governista garante aval ao ministro indicado por Lula

Valdemar Costa Neto (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

247 - O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a eventual indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser aprovada pelo Senado. Apesar de reconhecer a resistência de parte de sua bancada, o dirigente avalia que a base governista possui maioria suficiente para garantir a confirmação.

As declarações foram dadas em entrevista à coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles. Na conversa, Valdemar elogiou o perfil de Messias, embora tenha ressaltado a ligação política do ministro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT.

“Todas as informações que eu tenho do Jorge Messias são de que ele, lógico, é Lula fechado, é PT fechado, mas é um camarada de bem. Quando vi que o Lula ia indicar o (Cristiano) Zanin, por exemplo, eu achei bom. Ele não vai por um camarada do PL lá. Ele tem que pôr um dele. Então, ele que escolha o melhor. Eu acho que o Messias está entre os melhores que ele tem, na minha opinião”, afirmou.

Mesmo diante dos elogios, o dirigente do PL deixou claro que não pretende interferir no posicionamento dos senadores do partido, a maioria contrária ao nome de Messias. Ainda assim, destacou que a correlação de forças no Senado tende a favorecer o governo.

“Não dou nem palpite no Senado. Nosso pessoal é contra. Mas não adianta ser contra porque eles têm maioria. Eles têm maioria no Senado. Tem maioria. Aprova. Pode escrever. Aprova. Eles não têm o que falar do Messias. Não estou defendendo o Messias, não”, declarou.

Valdemar também comentou a possível resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), à indicação. Segundo ele, o senador já demonstrou disposição para confrontos políticos, mas vive um momento distinto.

“Alcolumbre já provou que enfrenta as paradas. O que ele fez com o (ministro do STF) André Mendonça não existe. A gente sabe que ele topa enfrentar. Agora, ele está em uma situação diferente”, disse.

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