Vale prevê ganho de US$ 1,5 bilhão no caixa do minério em 2026
Companhia revisa projeções para minério de ferro e níquel após impacto do conflito no Oriente Médio
247 - A Vale projeta um incremento de aproximadamente US$ 1,5 bilhão no fluxo de caixa livre de sua operação de minério de ferro em 2026, em meio à revisão de premissas de mercado após os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre commodities, combustíveis e câmbio.
Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta terça-feira (12), a companhia atualizou suas estimativas para as operações de minério de ferro e para o segmento de níquel da Vale Base Metals (VBM), considerando novas condições de mercado e sensibilidades de Ebitda e fluxo de caixa.
No segmento de Soluções de Minério de Ferro, a Vale estima que a variação do fluxo de caixa livre em 2026 terá avanço de cerca de US$ 1,5 bilhão. O cálculo inclui aumento aproximado de US$ 1,2 bilhão no Ebitda do segmento, geração de cerca de US$ 425 milhões por meio de programas de hedge cambial e de combustível, além de alta de aproximadamente US$ 100 milhões em investimentos de manutenção.
A companhia detalhou que a revisão compara um cenário anterior ao conflito com outro baseado no desempenho observado no ano e nos preços atuais das commodities. “Essa estimativa considera um cenário pré-conflito com preços médios de minério de ferro de janeiro e fevereiro de 2026 a US$ 102/t, Brent a US$ 67/bbl, bunker a US$ 490/t e câmbio R$ 5,27. No cenário pós-conflito: desempenho realizado entre janeiro e abril e preços atuais (spot) aplicados ao período de maio a dezembro de 2026: minério de ferro a US$ 112/t, Brent a US$ 104/bbl, bunker a US$ 675/t e câmbio R$ 4,90”, informou a Vale.
A atualização também trouxe novas projeções para o negócio de níquel da Vale Base Metals. Para 2026, a empresa estima Ebitda entre US$ 1,15 bilhão e US$ 2 bilhões. Para 2027, a projeção sobe para uma faixa entre US$ 1,6 bilhão e US$ 2,45 bilhões.
O fluxo de caixa livre da operação de níquel, por sua vez, deve ficar entre US$ 5 milhões e US$ 700 milhões em 2026. Para 2027, a estimativa da Vale aponta para uma faixa entre US$ 300 milhões e US$ 1 bilhão.
A companhia informou ainda que as projeções tiveram como referência preços de consenso de analistas para diferentes metais. Para 2026, foram considerados US$ 12.660 por tonelada para cobre, US$ 54.650 por tonelada para cobalto, US$ 5.000 por onça troy para ouro, US$ 2.170 por onça troy para platina e US$ 1.680 por onça troy para paládio.
Para 2027, as premissas adotadas foram de US$ 12.220 por tonelada para cobre, US$ 48.550 por tonelada para cobalto, US$ 5.000 por onça troy para ouro, US$ 2.070 por onça troy para platina e US$ 1.500 por onça troy para paládio.



