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Wellington Dias sobre Brasil alcançar patamar de muito alto desenvolvimento humano: “Resultado de trabalho e força”

Ministro atribui avanço do IDHM a políticas sociais, educação, geração de renda e impacto do Bolsa Família

Ministro Weelington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
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247 - O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, comemorou nesta quarta-feira (27) o fato de o Brasil ter alcançado, pela primeira vez, o patamar de muito alto desenvolvimento humano. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.

Segundo dados do Radar IDHM 2024, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o IBGE, o país atingiu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805. Para Wellington Dias, o avanço é resultado direto de políticas públicas voltadas à educação, saúde e geração de renda.

“A partir de agora, eu moro num Brasil com um IDH muito alto, ou seja, não é só alto, é muito alto. O IDH é o clube dos países mais desenvolvidos do mundo. E isso não aconteceu por acaso. Isso tem muito trabalho, e é a força do povo brasileiro”, afirmou o ministro.

Wellington Dias também destacou a importância do levantamento para orientar políticas públicas e identificar desigualdades regionais. Segundo ele, o indicador permite ampliar a eficiência no planejamento governamental e direcionar ações para as populações mais vulneráveis.

“O IDHM é extraordinário, porque permite um planejamento com ainda mais eficiência. Agora, a gente tem o retrato do Brasil. De um lado, os dados apontam que o Brasil está no rumo certo, mas agora também podemos olhar de outra forma e alcançar quem ainda não alcançamos em todos os aspectos”, declarou.

De acordo com o ministro, embora o país tenha registrado melhora significativa nos indicadores sociais, ainda existem desafios relacionados à pobreza, sobretudo em municípios mais afastados dos grandes centros urbanos.

“Quando eu pego os 216 milhões de brasileiros, pelos dados atualizados, encontramos aproximadamente 210 milhões de cidadãos que saíram da pobreza, mas a gente tem ali uma parte que ainda está na pobreza, 20%, mais ou menos”, disse.

O Bolsa Família foi apontado pelo PNUD como um dos programas fundamentais para o avanço do Brasil no índice de desenvolvimento humano. Além da transferência de renda, o programa exige frequência escolar mínima de crianças e adolescentes beneficiários, contribuindo para a permanência na escola e melhoria dos indicadores educacionais.

Ao comentar a relação entre programas sociais e geração de empregos, Wellington Dias afirmou que o cenário econômico brasileiro também demonstra resultados positivos.

“O desemprego está no nível mais baixo da nossa história. O Brasil está crescendo e a renda está crescendo, e a renda dos mais pobres está crescendo mais ainda. A renda de pessoas negras e negros, a renda de mulheres, a renda de quem antes não crescia”, afirmou.

O ministro ressaltou ainda que boa parte dos beneficiários do Bolsa Família está inserida no mercado de trabalho ou desenvolvendo atividades produtivas.

“O fato concreto é que, quando eu pego ali o público do Bolsa Família, eu encontro 32 milhões na população economicamente ativa. São pessoas que organizam um pequeno negócio ou que estão nos programas de agricultura, por exemplo, no Pronaf”, acrescentou.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), pessoas inscritas no Cadastro Único responderam por 81,2% das vagas de emprego geradas no primeiro bimestre deste ano.

Outro programa citado por Wellington Dias foi o Acredita no Primeiro Passo, voltado à inclusão produtiva e qualificação profissional de pessoas cadastradas no CadÚnico. A iniciativa oferece cursos profissionalizantes, apoio à empregabilidade e acesso a microcrédito para pequenos empreendedores.

“A gente tem um foco no Cadastro Único que já atinge 9 milhões de brasileiros, que são as pessoas que terminaram o ensino médio e ainda não têm uma profissão. E estamos qualificando elas para profissões que o Brasil está precisando”, explicou o ministro.

Ele também destacou ações voltadas para jovens e adultos com baixa escolaridade, com foco em identificar habilidades e facilitar o ingresso no mercado de trabalho.

“A gente vê em qual área a pessoa tem talento, na gastronomia, por exemplo, e dá uma oportunidade, apoiando e garantindo a condição de se inserir no mercado de trabalho”, concluiu.

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