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Nova zona de livre comércio na China merece atenção mundial

O plano concede maior autonomia para reformas na Mongólia Interior e define 19 medidas de inovação

Nova zona de livre comércio na China merece atenção mundial (Foto: CGTN)

CGTN – O Conselho de Estado da China divulgou, na última quinta-feira (9), o Plano Geral da Zona-Piloto de Livre Comércio da China (Mongólia Interior). Com isso, o número total de zonas-piloto de livre comércio no país passa para 23.

O plano concede maior autonomia para reformas na Mongólia Interior e define 19 medidas de inovação, incluindo o desenvolvimento do comércio fronteiriço entre residentes, o fortalecimento da logística internacional, a melhoria da aplicação e transformação dos resultados científicos e tecnológicos, bem como a ampliação de intercâmbios internacionais em diversas áreas.

A nova zona-piloto de livre comércio foi estabelecida na Região Autônoma da Mongólia Interior principalmente devido à sua vantagem geográfica única. Historicamente, a Mongólia Interior já foi um importante centro da "Rota da Seda das Estepes" e do "Caminho do Chá de Dez Mil Milhas", e, hoje, é um ponto crucial na construção conjunta do "Cinturão e Rota" e do Corredor Econômico China-Mongólia-Rússia. Com mais de 4.200 quilômetros de fronteira e 20 portos de comércio exterior, a região tem uma vantagem natural para a abertura ao norte.

Além disso, a Região Autônoma da Mongólia Interior tem uma base sólida de abertura ao exterior. Dados mostram que, em 2025, o volume total de comércio exterior da região atingiu 220,67 bilhões de yuans, um recorde histórico, com uma taxa de crescimento 2,6 pontos percentuais acima da média nacional. Atualmente, a Região Autônoma da Mongólia Interior mantém relações comerciais com 201 países e regiões em todo o mundo, sendo que o comércio com os países participantes da Iniciativa Cinturão e Rota representa 78,6% do seu valor total de comércio exterior.

Estabelecer uma zona-piloto de livre comércio na região é benéfico para fortalecer a cooperação prática com os países vizinhos, promover a construção aprofundada e sólida do "Cinturão e Rota" e do Corredor Econômico China-Mongólia-Rússia, e ajudar a facilitar a circulação dupla doméstica e internacional.

O estabelecimento da Zona-Piloto de Livre Comércio da Mongólia Interior representa a mais recente iniciativa da China para promover a reforma e a abertura. Até 2024, as 22 zonas de livre comércio, que ocupam menos de 0,4% do território nacional, foram responsáveis por aproximadamente um quinto do total de capital estrangeiro recebido pelo país e por um sexto do volume de importações e exportações.

Na prática, como regiões com o mais alto grau de liberalização e facilitação do comércio e de investimentos, as zonas de livre comércio oferecem amplas oportunidades de negócio e investimento à comunidade internacional, permitindo uma melhor partilha dos dividendos do desenvolvimento chinês. A recém-criada Zona-Piloto de Livre Comércio da Mongólia Interior dispõe de abundantes recursos energéticos, agropecuários e de novos polos de crescimento, como a computação verde e a economia digital.

Isso proporcionará oportunidades de investimento mais diversificadas para o capital global, um espaço de mercado mais amplo e um ambiente de negócios mais favorável para as empresas mundiais.

Mais importante ainda, enquanto alguns países adotam o unilateralismo e o protecionismo, a China continua a aprimorar a distribuição de suas zonas de livre comércio e a aprofundar a abertura sistêmica, o que serve de exemplo para todas as partes. Isso também demonstra que, embora correntes contrárias à globalização ganhem força, a promoção da liberalização e facilitação do comércio e de investimentos continua a corresponder à aspiração dos povos e às necessidades do mundo.

Fonte: CMG