Ao som de Asa Branca, Brasil e Índia afinam relações diplomáticas em Nova Déli
Em um de seus encontros oficiais com Modi na capital indiana, presidente Lula foi surpreendido ao escutar Asa Branca, de Luiz Gonzaga
247 - A música pode ser uma ponte entre Brasil e Índia. É o que pensam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
Em um de seus encontros oficiais em Nova Déli, Lula foi surpreendido ao escutar Asa Branca, de Luiz Gonzaga — uma retribuição ao gesto que ele próprio havia feito durante a visita de Modi a Brasília no ano passado, quando o primeiro-ministro indiano foi recebido por Lula ao som de um canto tradicional indiano.
"Fiquei surpreso ontem, no jantar de Estado e também no almoço. Não sei se os jornalistas brasileiros se lembram, mas quando o primeiro-ministro Modi visitou o Brasil no ano passado, fizemos uma pesquisa sobre a música que ele mais gostava. Fomos a São Paulo para tentar encontrar um cantor que pudesse interpretar a música que ele mais apreciava. Então, fizemos uma surpresa para ele no Palácio da Alvorada, e foi visível que ele se emocionou com a música que escolhemos para tocar para ele... Ontem fiquei surpreso porque durante o almoço começamos a ouvir uma música. Percebi que aquela música tinha algo a ver conosco... Depois tocaram outras músicas de compositores brasileiros. Tocaram Asa Branca...", disse Lula em coletiva de imprensa na capital indiana, referindo-se à canção de Luiz Gonzaga, transmitida pela agência ANI.
"Quando olhei a terra ardendo
Quá fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu: Ai
Por que tamanha judiação?
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água, perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por falta d'água, perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse: Adeus, Rosinha
Guarda contigo meu coração
Entonce eu disse: Adeus, Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe, muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
Quando o verde dos teus olho
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro, não chore não, viu?
Que eu voltarei, viu, meu coração?
Eu te asseguro, não chore não, viu?
Que eu voltarei, viu, meu coração?"


