Ator Juca de Oliveira morre aos 91 anos
A família agradeceu "as manifestações de carinho e solidariedade" recebidas durante o período de internação
247 - O Brasil perdeu na madrugada deste sábado (21) um dos nomes mais expressivos das artes cênicas nacionais. O ator, autor e diretor Juca de Oliveira faleceu aos 91 anos em São Paulo, vítima de pneumonia associada a uma condição cardiológica. A informação foi confirmada pela assessoria da família à TV Globo, veículo que noticiou o falecimento.
Segundo a assessoria, Juca de Oliveira estava internado desde o dia 13 de março na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, onde não resistiu à combinação das enfermidades. Em nota divulgada à imprensa, a família agradeceu "as manifestações de carinho e solidariedade" recebidas durante o período de internação.
No comunicado, os familiares prestaram homenagem à trajetória do artista. "Com pesar, comunicamos o falecimento do ator, autor e diretor Juca de Oliveira, ocorrido nesta madrugada de 21 de março de 2026, aos 91 anos. Reconhecido como um dos grandes nomes das artes cênicas brasileiras, Juca de Oliveira construiu uma trajetória sólida e admirada no teatro, na televisão e no cinema", diz trecho do texto.
Natural de São Roque, no interior de São Paulo, José Juca de Oliveira Santos nasceu em 16 de março de 1935 — há apenas cinco dias havia completado 91 anos. Sua ligação com as artes cênicas começou ainda na década de 1950, quando deu os primeiros passos no teatro, e se estendeu por mais de sete décadas de carreira ininterrupta.
Ao longo de sua vida artística, Juca de Oliveira acumulou uma obra de fôlego. Participou de mais de 30 novelas e minisséries para a televisão, integrou o elenco de mais de dez longas-metragens e esteve envolvido em mais de 60 montagens teatrais, tanto como ator quanto como dramaturgo.
Na televisão, o papel que lhe rendeu maior projeção popular foi o do médico geneticista Doutor Albieri, personagem central da novela O Clone, escrita por Glória Perez. Na trama, seu personagem era o responsável pela criação de um clone humano, tema que, à época, gerou amplo debate sobre ética e ciência.
O velório do artista será realizado neste sábado, das 15h às 21h, no Funeral Home, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo. A cerimônia terá caráter reservado, com acesso restrito a amigos próximos e familiares.


