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Beijing tem festa junina em clima de Copa do Mundo

Festa junina em Beijing reúne brasileiros e chineses com comidas típicas, quadrilha, samba e referências à Copa do Mundo

Festa junina em Beijing (Foto: Divulgação)
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Por Rafael Zerbetto, para o 247 - No sábado (27), aconteceu a terceira edição da festa junina de Beijing, organizada pelo Conselho de Cidadãos Brasileiros de Beijing, na capital chinesa. O evento, parte do calendário de atividades do Ano Cultural Brasil-China, reuniu a comunidade brasileira e moradores locais no último fim de semana.

A festa aconteceu no Action Bar, mesmo local que sediou as edições anteriores, e contou com uma programação diversificada, que incluiu comidas típicas, música, dança e brincadeiras tradicionais das festas juninas, como a corrida do saco, a pescaria e o jogo das argolas.

Além do Action Bar, o evento contou com o apoio das instituições Lafa Legal Services, Our Times Here e Embaixada do Brasil na China para levar à capital chinesa uma experiência imersiva desta tradicional festa brasileira.

O evento também contou com o patrocínio do escritório de advocacia Beijing Shengting Law Firm, o que possibilitou uma quantidade maior de apresentações de músicas e danças brasileiras.

A programação gastronômica contou com a participação do restaurante brasileiro Latina, que preparou um cardápio especial com sanduíches de picanha e de linguiça, salgadinhos, pão de queijo, curau e outros alimentos brasileiros, e também com a Ju Homemade, que vendeu bolos e doces típicos, como cocada, pé de moça e bolos de cenoura, milho e fubá.

O Action Bar, que sediou o evento, ficou responsável pelas bebidas, substituindo o quentão pela caipirinha devido ao calor do verão chinês, e também ofereceu churrasco ao estilo chinês e porções de batatas fritas e nachos, dando um toque chinês e internacional ao cardápio da festa.

A diversão ficou por conta de atividades como a corrida do saco, a pescaria e o jogo das argolas, que atraíram adultos e crianças. Pela primeira vez, foi realizado um concurso de fantasias juninas, com trajes de caipira e cangaceiro, incentivando o uso de roupas típicas.

Outro destaque deste ano foi a Copa do Mundo da FIFA: a decoração nas cores verde e amarela assemelha-se à das ruas brasileiras em época de Copa, e uma brincadeira de futebol, que consistiu em cobrança de pênaltis em um gol com um anteparo sólido no lugar do goleiro, fez referência ao esporte.

Também as prendas das brincadeiras fizeram referência aos jogos: os participantes ganharam prêmios com cores e símbolos que aludem à participação brasileira na Copa, inclusive pulseiras e adesivos inspirados na bandeira do Brasil e no emblema da CBF.

A programação musical incluiu diversos ritmos brasileiros, com destaque para o forró, e a festa terminou com um show de Di Ramos, músico brasileiro radicado em Beijing, que fez o público dançar e cantar clássicos do cancioneiro brasileiro.

Outro destaque foi a apresentação de samba do grupo de dança de Liu Xiaoyan, formado por chineses, demonstrando que o samba atravessa fronteiras e contribui para aproximar culturalmente o Brasil e outros povos.

Mas a quadrilha continua sendo o ponto alto da festa, com muitos chineses aguardando ansiosamente pela dança. Com adesão livre e voluntária do público, a quadrilha sempre conta com uma quantidade enorme de participantes e todos se divertem. Este ano, a quadrilha terminou de um jeito diferente, com todos juntos dando vivas à amizade entre Brasil e China.

O interesse de muitos chineses pelo Brasil ecoa as declarações da ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, em março deste ano, durante sua visita ao país asiático, de que as atividades do Ano Cultural Brasil-China não se limitam a mostrar a cultura brasileira aos chineses: elas se inserem num projeto maior, de abrir novos mercados para a arte brasileira.

Com o objetivo de potencializar as trocas culturais entre Brasil e China, o Conselho de Cidadãos Brasileiros de Beijing fez uma parceria com a editora Blossom Press, que montou um estande na festa para vender, pela metade do preço de capa, a recém-publicada edição chinesa de O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro, e alguns livros chineses traduzidos para o português, fomentando o intercâmbio cultural entre os dois países.

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