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Raí defende homenagem ao MST no Carnaval e fala em reparação histórica da terra no país

Para o ex-jogador, que participou de desfile da Acadêmicos do Tatuapé da Acadêmicos do Tatuapé, movimento é necessário para o país

Raí (Foto: Reprodução/Youtube/Infomoney)

247 - O ex-jogador Raí participou como destaque do desfile da Acadêmicos do Tatuapé, em São Paulo, que homenageou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A escola desfilou com exuberância e cores no Carnaval de São Paulo ao apresentar o samba-enredo “Plantar para colher e alimentar”, celebrando a riqueza da agricultura brasileira.

Raí afirmou que a baixa presença de atletas no campo progressista se deve à falta de formação política e acesso à informação.

Raí disse apoiar o movimento há anos e destacou sua organização. “O MST busca um país mais justo nas cidades e no campo e uma reparação histórica dessa concentração de terras na mão de poucos”, afirmou o ex-atleta em declração publicada na coluna da jornlista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

O enredo da escola coloca a reforma agrária e a desigualdade fundiária no centro da narrativa carnavalesca. Segundo o ex-atleta, o Brasil ainda tem condições históricas de promover mudanças estruturais. Para ele, o país é um dos poucos onde ainda é possível pensar “numa distribuição mais justa do chão, da terra”.

Ao comentar a pequena presença de jogadores e atletas identificados com pautas progressistas, Raí foi direto: “É falta de informação, conscientização do contexto geral, histórico, do que é o Brasil hoje, nas cidades e no campo.”

Ele também defendeu que ampliar o acesso à informação e à formação crítica pode transformar não apenas o posicionamento político de atletas, mas da sociedade como um todo. “Quanto mais a gente municiar de informações e conscientizar a população do que a gente pode ser —um país rico, justo, mais igualitário—, seremos um país melhor", enfatizou.


MST é referência

O ex-jogador classificou ainda o MST como referência internacional. Segundo ele, o movimento “é um exemplo para o mundo todo” e deve ser considerado pelos brasileiros.

Raí participou do desfile ao lado de outras personalidades, como o jornalista Chico Pinheiro e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes. Dirigentes históricos do movimento também estiveram presentes na avenida. De acordo com a organização, a proposta foi transformar o desfile em um espaço de visibilidade política e cultural para a agenda da reforma agrária no país.

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